
CPI: Ex-governador de MT acusa Master de coordenar fraudes em consignados
Senadores da bancada estadual questionaram as conclusões de Pedro Taques durante depoimento na CPI do Crime Organizado
O texto foi aprovado por unanimidade
Novo Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa do Distrito Federal, foi aprovado por unanimidade nos dois turnos da votação, na terça-feira (5). A matéria é tema de projeto de resolução de 2019, o PR nº 6/19, que foi acatado na forma de um substitutivo com diversas emendas, fruto de ampla discussão entre os distritais.
A proposta – cujo primeiro signatário é o deputado Chico Vigilante (PT), com outras 15 assinaturas – substitui o código vigente, que é de 1996. O texto atualiza as normas que estabelecem preceitos éticos e da dignidade parlamentar na CLDF, prevendo as regras relativas às condutas proibidas e aos procedimentos para sua apuração e punição.
“O projeto estava tramitando desde 2019; portanto, agradeço o empenho dos relatores e do presidente da Casa. Ele traz uma série de inovações ao Código de Ética, que estava ultrapassado”, afirmou Vigilante.

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF
O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), classificou a aprovação como “mais uma importante conquista para nossa gestão”. Ele destacou que o texto final foi feito “a muitas mãos” e avaliou que “resulta em ganho para a sociedade”.
Entre as inovações trazidas pelo projeto está a criação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que será responsável pela matéria no lugar da atual Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar (CDDHCEDP) – a qual passará a se chamar Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa.
Assim como os outros colegiados permanentes da Casa, o Conselho de Ética terá cinco membros titulares e cinco suplentes. Ainda de acordo com o texto, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos exercerá as atribuições do conselho até o final deste ano.
“A criação de um Conselho de Ética é um ganho, assim como a separação da Comissão de Direitos Humanos. Espero que seja um avanço para a CLDF e para a sociedade”, afirmou o deputado Fábio Felix (PSOL), que preside a CDDHCEDP e é um dos signatários do projeto.
Outra novidade prevista no novo código é a gradação das sanções disciplinares, que poderão ser as seguintes: advertência, censura, suspensão de prerrogativas regimentais, suspensão temporária do exercício do mandato, e perda do mandato. O código atual prevê apenas advertência, censura e perda do mandato.
Além disso, o projeto elenca como infrações leves, médias ou graves uma série de atos contrários à boa conduta parlamentar. Um exemplo de infração grave é a prática de assédio sexual ou de qualquer outro tipo de violência contra a mulher.
O deputado Roosevelt (PL) elogiou a dosimetria das penalidades: “O texto graduou o eventual comportamento inadequado do parlamentar. Isso não tira a responsabilidade de mantermos uma conduta ‘retilínea’, mas antes era cassado ou absolvido”, apontou.
O deputado Hermeto (MDB) concordou com o colega: “Não havia meio termo, ou estava no inferno ou estava no céu”.
Outros parlamentares também elogiaram a atualização do Código de Ética. Autor do substitutivo ao projeto, o deputado Thiago Manzoni (PL) parabenizou o autor, Chico Vigilante, pela iniciativa. E o deputado Pastor Daniel de Castro (PP), que apresentou diversas emendas ao texto original, observou: “A gente convergiu, o PP e o PT. Este é um instrumento de que a Casa precisava”.

Senadores da bancada estadual questionaram as conclusões de Pedro Taques durante depoimento na CPI do Crime Organizado

Benefícios somados ao salário não cumprem teto constitucional

Outros projetos aprovados criam programa de fertilidade para pessoas em tratamento oncológico e política distrital de saúde integral para população negra

Os distritais que ocuparam a tribuna durante a sessão manifestaram apoio aos pleitos de recomposição salarial e reorganização das carreiras
