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Reunião foi marcada após Tribunal ser procurado por representação diplomática dos Estados Unidos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu as urnas eletrônicas para embaixadores e diplomatas durante reunião convocada para esta segunda-feira. O magistrado afirmou que o país é referência em transparência e legitimidade no pleito.
O ministro que comandará o TSE durante as eleições reiterou o discurso em defesa do sistema de votação brasileiro.
— O Brasil tornou-se ao longo das últimas décadas uma referência mundial na realização de eleições. A vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua e paulatina construção de um processo eleitoral eficiente, ancorado em normativos modernos e sistemas tecnológicos capazes de garantir a transparência, segurança e credibilidade das eleições, visando, sobretudo, a plena da vontade das cidadãs e cidadãos — disse na abertura do evento.
O posicionamento vem sendo reiterado por Nunes Marques após o ciclo de debates em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, citou dados falsos sobre as urnas eletrônicas, gerando reação do TSE. Quando a reunião marcada para esta segunda foi convocada, a Corte eleitoral destacou que a urna eletrônica é um “patrimônio do povo brasileiro”.
— Técnicos deste tribunal apresentarão alguns dos sistemas tecnológicos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral, que garantem de forma séria, segura e transparente, a legitimidade das eleições, a integridade do voto e a própria vitalidade do regime democrático brasileiro — disse Nunes Marques para os representantes de embaixadas.
O evento foi agendado após a área internacional do Tribunal ser procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar sobre visita de integrantes do governo americano. A audiência não foi marcada devido ao recesso do Judiciário. Dias antes, o Itamaraty negou vistos de dois funcionários do governo americano que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições. A avaliação interna levou em consideração que o pedido de visto ocorreu em paralelo ao questionamento de Flávio às urnas eletrônicas.
Durante a reunião fechada nesta tarde, os técnicos do TSE também devem detalhar os planos de contingência para enfrentar o uso de Inteligência Artificial (IA) nesta campanha eleitoral.
— A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público, ou comprometer a livre formação da vontade política são uma triste realidade desta década — disse o ministro.

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