Bombardeios russos contra várias cidades ucranianas, incluindo a capital Kiev, deixou pelo menos 11 mortos e 89 feridos
O secretário-geral da ONU, António Guterres denunciou que os bombardeios russos contra várias cidades ucranianas nesta segunda-feira (10) “constituem outra escalada inaceitável da guerra”, segundo seu porta-voz, Stephane Dujarric.
Essa é a maior campanha de ataques na Ucrânia em meses e coincide com uma reunião do Conselho de Segurança do presidente russo, Vladimir Putin, convocada após a explosão na ponte de Kerch.
“Ataques maciços com armas de alta precisão de longo alcance foram realizados contra a infraestrutura de energia, militar e de comunicações da Ucrânia”, declarou Putin no início do Conselho de Segurança, segundo imagens transmitidas pela televisão.
Os bombardeios deixaram pelo menos 11 mortos e 89 feridos.
O Ministério russo da Defesa confirmou ter mirado nas infraestruturas energética, militar e de comunicações da Ucrânia e disse que os ataques “atingiram seus alvos”.
A União Europeia considerou que os ataques russos contra civis são “crimes de guerra”, cujos responsáveis “devem prestar contas”, de acordo com Peter Stano, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrel.
O Reino Unido chamou os ataques de “inaceitáveis”, e a França, que considerou um “crime de guerra”, prometeu aumentar a ajuda militar a Kiev.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, também condenou os “horríveis e indiscriminados” ataques.
Uma série de ataques com mísseis atingiu, nesta segunda-feira (10), a capital da Ucrânia, Kiev. Os disparos foram feitos pelas tropas da Rússia, o que foi confirmado pelo presidente Vladimir Putin
Gleb Garanich/Reuters – 10.10.2022

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou a autoria dos disparos de mísseis e informou que novos atos de ‘terrorismo’ contra o país receberão resposta parecida. A declaração ocorre depois que uma ponte de 19 km de comprimento, que liga o sul da Rússia à península da Crimeia, foi atacada e destruída no sábado (8). Nesta imagem, mulher ajuda homem que se feriu no bombardeio russo em Kiev
Vladyslav Musiienko/Reuters – 10.10.2022

Ao mesmo tempo, o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, aliado próximo de Putin, acusou a Ucrânia de preparar um ataque contra seu país e, por isso, anunciou o envio de tropas conjuntas com a Rússia
Maxim Guchek/Belta/AFP – 10.10.2022

As tropas russas entraram na Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022 e iniciaram um conflito que já deixou dezenas de milhares de mortos e criou uma crise humanitária
Oleksandr Klymenko/Reuters – 10.10.2022

Equipes de emergência socorrem feridos perto de um prédio atingido pelos mísseis russos nesta segunda-feira (10). Explosões foram reportadas de diversos locais da capital Kiev, com bombeiros atuando em várias situações para atender a população civil, de acordo com as autoridades ucranianas
SERGEY DOLZHENKO/EFE/EPA – 10.10.2022

População de Kiev tenta se proteger da ‘chuva de mísseis’ de Putin. Ainda não há um número confirmado, mas dezenas de pessoas morreram hoje em decorrência do ataque, segundo o governo ucraniano
Oleksandr Klymenko/Reuters – 10.10.2022

Bombeiro ajuda mulher ferida a carregar os cães depois dos múltiplos ataques a Kiev e outras cidades ucranianas
Sergei Supinsky/AFP – 10.10.2022

Pelo menos 83 mísseis foram disparados contra a Ucrânia em uma série de ataques que incluíram o uso de drones iranianos lançados de Belarus
Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/AFP – 10.10.2022

Machucado na cabeça, esse homem tenta falar ao celular logo depois dos ataques russos ao centro da capital Kiev. Pelo menos oito pessoas morreram em apenas um distrito da cidade
Vladyslav Musiienko/Reuters – 10.10.2022

Essa ponte de pedestres, muito usada por turistas que vão a Kiev, foi destruída por um dos disparos. Enquanto a capital ucraniana é destroçada pela Rússia
Reprodução/Reuters – 10.10.2022

Em um discurso à nação, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski disse que a manhã desta segunda foi ‘difícil’ e explicou que as forças russas ‘querem o pânico e o caos e querem destruir nosso sistema de energia’
Handout/Ukrainian Presidential Press Service/AFP – 10.10.2022

Os líderes do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, vão discutir na próxima terça-feira (11) a situação na Ucrânia, informou Berlim, acrescentando que a entrega de um primeiro sistema de defesa antiaérea à Ucrânia, prometido há meses, é iminente. A última vez que eles se reuniram por causa da invasão russa no país também foi após ataques contra Kiev, no mês de junho
Benoit Tessier/Reuters – 27.06.2022

Kiev ainda tem sirenes tocando no meio desta segunda-feira e corre o risco de ser atingida mais vezes por mísseis russos
Gleb Garanich/Reuters – 10.10.2022

Os mísseis da Rússia atingiram um playground, localizado perto de prédios residenciais de Kiev. Na foto, policiais vasculham área em busca de vítimas dos disparos autorizados por Putin nesta segunda-feira
Oleg Petrasyuk/EFE/EPA – 10.10.2022

Quem conseguiu escapar da artilharia russa, que atingiu áreas em que vivem civis, foi para baixo da terra. Nesta imagem, pessoas se amontoam com seus pets em estações de metrô de Kiev para escapar dos bombardeios
Andrii Nesterenko/EFE/EPA – 10.10.2022

Imagem mais aberta mostra a quantidade de pessoas que tentam se abrigar em estações de metrô na Ucrânia
Andrii Nesterenko/EFE/EPA – 10.10.2022

Logo após míssil atingir área em que crianças costumavam brincar, pessoas observam a cratera causada pela explosão no solo
Sergei Supinsky/AFP – 10.10.2022

Por outro lado, a Ucrânia tenta contra-atacar. Nesta foto, um tanque ucraniano dispara no fronte de guerra localizado na região de Donetsk
Anatolii Stepanov/AFP – 10.10.2022
