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Segundo o secretário-geral Haitham al-Ghais, essa demanda será impulsionada por países em desenvolvimento. A previsão é de que a produção do Brasil chegue a 5,1 milhões de barris até 2030
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que reúne os maiores produtores do mundo, estima que a demanda por petróleo e gás vai crescer 24% até 2050. A expectativa é que o consumo passe dos atuais 301 milhões de barris de óleo equivalente diários (mboe/d) em 2023 para 374 mboe/d em 2050.
Segundo a Opep, o crescimento será impulsionado por países em desenvolvimento que não pertencem à OCDE (que reúne as economias mais avançadas do mundo), com um aumento de 73,5 mboe/d. Cerca de 30% desse crescimento virá apenas da Índia.
A participação dos países que não fazem parte da OCDE alcançará 72% em 2050, um aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2023. Já o grupo dos países mais ricos cai de 36% para 28%.
O estudo foi apresentado nesta terça-feira durante a RIO.e (antigo Rio Oil & Gas), principal feira de energia do país, que acontece esta semana no Porto Maravilha, zona portuária do Rio de Janeiro.
Quando se observa apenas a demanda por petróleo, o consumo global crescerá 17,9%, atingindo 120,1 milhões de barris por dia. Os países da OCDE terão uma redução de 10,1% (para 35,6 milhões de barris), enquanto os países não membros da OCDE terão um aumento de 28%, chegando a 84,6 milhões de barris por dia.
— Há circunstâncias nacionais variadas. A demanda por petróleo está concentrada no mundo em desenvolvimento, impulsionada pela expansão da classe média e pela urbanização. Até 2030, mais de meio bilhão de pessoas se mudarão para as cidades em todo o mundo. O mundo vai continuar dependendo de todas as energias e abraçar todas as tecnologias. Isso significa um investimento em toda a matriz energética — disse Haitham al-Ghais, secretário-geral da Opep.
O petróleo será responsável por 29% da demanda total de energia em 2050, seguido pelo gás (24%), carvão (13%), biomassa (10%), nuclear (7%), hidro (3%), além de outras fontes renováveis (14%).
Segundo ele, o Brasil é um líder e exemplo de como os países geram sua energia de forma diversificada. A previsão é de que a produção de petróleo no Brasil chegue a 5,1 milhões de barris até 2030. Assim como o Brasil, os países da Opep estão investindo em energia para garantir que as demandas sejam atendidas. Ele citou, em sua apresentação, o investimento em novas tecnologias para reduzir as emissões.
— Precisamos garantir a segurança energética e reduzir as emissões. Os desafios estão interligados. Todos precisam ter um lugar à mesa.
De acordo com a Opep, o pico da demanda por petróleo ocorrerá em 2050. São previstos investimentos de US$ 17,4 trilhões até 2050 em todo o mundo.
Quando al-Ghais, secretário-geral da Opep, se preparava para falar durante a ROG.e, um protesto interrompeu o início da apresentação. A energia elétrica foi cortada, e uma manifestante do Greenpeace apareceu com um cartaz que dizia “Transição energética justa”.
— O que adoro quando estou no Brasil é todo tipo de energia. Até esse tipo de energia. Vamos precisar de mais petróleo — disse ele, após o corte de energia no local.

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