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A Polônia recebeu mais da metade dos refugiados, um total de 547.982, segundo agência da ONU, a maioria mulheres e crianças Mais de 1 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, segundo os dados mais recentes. Foto: Pixabay A Ucrânia tem fronteira com sete países: Rússia […]
A Polônia recebeu mais da metade dos refugiados, um total de 547.982, segundo agência da ONU, a maioria mulheres e crianças
Mais de 1 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, segundo os dados mais recentes.

Foto: Pixabay
A Ucrânia tem fronteira com sete países: Rússia ao norte e leste, Belarus ao norte, Polônia e Eslováquia a oeste e Romênia, Hungria e Moldávia a sudoeste.
De acordo com o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), os dados mais recentes disponíveis nesta quinta-feira (3) mostram que 1.038.583 pessoas fugiram da Ucrânia para os países vizinhos desde o início da ofensiva russa.
“Em apenas sete dias, vimos o êxodo de 1 milhão de refugiados da Ucrânia para países vizinhos”, tuitou o alto comissário do Acnur, Filippo Grandi.
“Para milhões de outros, dentro da Ucrânia, é hora de as armas caírem para que a assistência humanitária possa chegar e salvar vidas”, acrescentou.
Esses números incluem o território controlado por Kiev, com mais de 37 milhões de habitantes, mas não a península da Crimeia — anexada pela Rússia em 2014 — nem as duas áreas nas mãos de separatistas pró-Moscou no leste do país.
A Polônia recebeu mais da metade dos refugiados, um total de 547.982 pessoas, segundo a ONU, a maioria mulheres e crianças procedentes de toda a Ucrânia.
De acordo com os guardas de fronteira poloneses, no entanto, o número de refugiados que entraram no país é maior: 575.100 pessoas desde 24 de fevereiro.
Na Polônia, onde 1,5 milhão de ucranianos já viviam antes da ofensiva russa, as pessoas se organizam nas redes sociais para arrecadar dinheiro e remédios e também para oferecer moradia, alimentação, trabalho ou transporte gratuito aos refugiados.
A Hungria recebeu 133.009 refugiados.
O país tem cinco postos de fronteira com a Ucrânia e várias cidades vizinhas, como Zahony, disponibilizaram prédios públicos para alojar os ucranianos.
Um total de 97.827 refugiados chegou ao território moldávio até esta quinta-feira.
O Acnur contabilizou 51.261 refugiados procedentes da Ucrânia.
Dois campos foram criados, um em Sighetul e o outro em Siret.
Quase 72 mil ucranianos viajaram para a Eslováquia desde a semana passada, segundo o Acnur.
Um total de 357 pessoas entrou em Belarus.
A agência da ONU também informou que 88.147 pessoas se refugiaram em outros países europeus, mais distantes das fronteiras de seu país.
O presidente Putin sofre resistência dentro da Rússia, já que uma parte da população russa não apoia a guerra contra a Ucrânia. Vários protestos vêm acontecendo, e houve mais um deles na noite desta quarta (2) em Moscou. A polícia bloqueou o acesso à praça Vermelha, um dos cartões-postais de Moscou, para evitar o acesso dos manifestantes que pedem o fim da guerra.
O ativista Alexei Navalny, que está preso, é um grande crítico do governo de Vladimir Putin e pede aos russos que façam protestos diários contra a invasão da Ucrânia. Ele diz que a Rússia não pode ser ‘uma nação de covardes amedrontados’ e chama Putin de ‘um pequeno czar insano’
Tropa de choque também foi deslocada para a praça Vermelha para ajudar a coibir manifestações contra Putin e contra a guerra na Ucrânia

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