
PF apura se Sóstenes e aliados criaram versão falsa sobre R$ 430 mil apreendidos em espécie com parlamentar
Advogados ligados ao parlamentar foram alvos de uma operação da Polícia Federal nesta manhã

Operação apura suposto desvio de recursos destinados ao aluguel de veículos por parlamentares
A Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira maços de dinheiro escondidos dentro de um livro falso de Direito. A ação ocorreu na casa de um advogado que foi alvo de mandados de buscas na terceira fase da Operação Rent a Car, que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio do aluguel de veículos.

Ao todo, os agentes encontraram notas de R$ 160 mil e US$ 502 (o equivalente a cerca de R$ 2.600) e relógios de luxo. Também houve o confisco de celulares e notebooks.
Os alvos de hoje são ligados ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que não foi objeto da operação de hoje. Procurado, Sóstenes negou as irregularidades. Na fase anterior, em dezembro, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado.
Na ocasião, os agentes encontraram R$ 430 mil em espécie em um desses locais. Diante do achado, Sóstenes explicou que ele recebeu o dinheiro da venda de um imóvel, mas ainda não havia depositado a quantia no banco.
A operação de hoje visa esclarecer se essa história apresentada sobre a origem dos R$ 430 é verdadeira. A PF suspeita que a versão foi inventada para justificar a descoberta do montante.
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As medidas judiciais desta quarta-feira foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Nas fases anteriores, a polícia identificou irregularidades na contratação de empresa de locação de carro com verba da Câmara. O objetivo agora é ampliar a investigação sobre a movimentação e destinação desse recursos.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.
BS20260701131230.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/01/pf-apreende-macos-de-dinheiro-em-livro-falso-em-operacao-que-apura-desvio-da-cota-parlamentar.ghtml

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