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Conforme investigação, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento e venda de informações sensíveis controladas pelo Superior Tribunal de Justiça

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira uma operação para investigar obstrução de Justiça, corrupção e violação do sigilo profissional. Conforme apuração, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento e venda de informações sensíveis controladas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a PF, a ação atrapalhava as operações policiais realizadas após decisões do STJ. Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão no Tocantins. Também foram determinadas medidas cautelares de afastamento das funções públicas, proibição de contato e saída do país, além do recolhimento de passaporte.
A ação é uma nova fase da Operação Sisamnes, que apura venda de sentenças no STJ. Em dezembro, a PF cumpriu a segunda fase da operação, com uma prisão no Mato Grosso. Na ocasião, a PF investigava lavagem de dinheiro decorrente do esquema de venda de decisões judiciais revelado na primeira fase da operação.
Conforme a PF, “foram detectadas sucessivas operações imobiliárias suspeitas promovidas pelos investigados, com aparente propósito de dissimular a origem ilícita do dinheiro utilizado para financiar a compra de imóveis residenciais e de veículos”.
As investigações apontam para a suspeita de esquema de venda de decisões judiciais envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.
Em novembro, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal. O preso foi Anderson de Oliveira Gonçalves, apontado como lobista do esquema.
Na decisão que autorizou a operação do dia 26, Zanin afirmou que há indícios de que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves atuou em um “verdadeiro comércio de decisões judiciais” entre alguns servidores do STJ. De acordo com Zanin, ele teve uma “decisiva função no verdadeiro comércio de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça”.

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