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Combustíveis, inflação e eleição

Políticos aliados do presidente Jair Bolsonaro acreditam que o primeiro passo para se tentar a reeleição será o presidente alterar a forma de cálculo dos preços dos combustíveis da Petrobras, mudança feita no governo de Michel Temer, um Auxílio Brasil mais encorpado e queda da inflação. “Não adianta um auxílio de R$ 400,00 em meio a uma inflação alta e uma cesta básica custando mais de R$ 600,00”, diz um senador. O presidente Bolsonaro deu sinais de que pode alterar a política de preços da Petrobras em uma entrevista ao Portal Correio, da Paraíba. A ideia é desatrelar o custo internos dos combustíveis do mercado internacional. Só que o presidente não deu qualquer sinalização de como faria para alterar o chamado PPI – preço de paridade de importação. Tem que ser algo consistente. Afinal, o “mico” da história do ICMS não resolveu nada.

Fundo

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado está debatendo um projeto de lei para criar um fundo de estabilização para o valor da gasolina e do diesel. A ideia é criar um imposto de exportação sobre o petróleo bruto. Os recursos arrecadados seriam repassados para o fundo de estabilização e financiaria a redução dos preços dos combustíveis.

Impostos e auxílio

O futuro candidato à Presidência da República e presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), faz cara feia para o aumento de impostos para bancar o Auxílio Brasil, o programa eleitoreiro de Jair Bolsonaro. Pacheco acredita que é preciso se encontrar um outro caminho para bancar o programa.

Série B

O vexame das prévias do PSDB, que terminou em lavação de roupa suja em público, já habilita o partido a encarar a Série B da política de cabeça erguida.

Voto impresso

Existem tucanos que fazem ironia com a direção do PSDB. Dizem em alto e om som que o PSDB deveria ter usado o “voto impresso nas prévias do partido”.

Câmara de vereadores

A Câmara dos Deputados está e transformando numa espécie de Câmara de Vereadores do presidente Jair Bolsonaro. O piloto de tudo isso é o bolsonarista e presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). O Brasil lidera a corrida para o atraso.

Missão nobre

Apesar da campanha do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, David Alcolumbre, o PGR Augusto Aras não vê o seu nome com força para ser indicado ministro do STF. Mesmo assim, Aras disse a Roberto D´Ávila (GloboNews) que ninguém recusaria uma missão tão nobre.

Um emprego

Atropelado em menos de 20 dias pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos), o candidato do PDT, Ciro Gomes, já deveria se preocupar em “arrumar um emprego”. É assim que ex-aliados do candidato costumam brincar com a estratégia política equivocada para as eleições de 2022.

Homenagem a Iris

O Aeroporto Internacional de Goiânia – Santa Genoveva – passará a ter o nome do ex-prefeito e governador de Goiás, Iris Rezende Machado, falecido recentemente. A homenagem é um projeto do senador Luiz do Carmo (MDB-GO) para quem Iris “era um político diferenciado”.

Garimpeiros

Nem o governador do Amazonas, o bolsonarista Wilson Lima, nem os órgãos ambientais do governo de Jair Bolsonaro tomaram qualquer providência sobre a invasão de garimpeiros no rio Madeira, no Amazonas. Existe uma tendência dentro do governo federal de apoiar o garimpo, no caso, até em áreas onde a atividade é ilegal.

 

Carlos Honorato
pontofinal@carloshonorato.com.br

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