Flávia e o diálogo

O presidente Jair Bolsonaro nomeou quatro generais, um delegado e a deputada Flávia Arruda (PL-DF) na sua pequena reforma ministerial. Para o leitor e observador da cena política, Flávia é a única ponte entre o governo e o Congresso. A única concessão de Bolsonaro. Pode não ser uma ponte muito larga, tipo a ponte Rio-Niterói, mas é pelo menos uma pinguela, entre os poderes. Como disse a deputada, um algodão entre cristãos. A parlamentar já mostrou que é habilidosa. Leve. Boa de diálogo. Basta lembrar também que ela é uma mulher forte, pois acompanhou o marido, José Roberto Arruda, no governo e nos seus piores momentos. Em 2014 foi candidata a vice de Jofran Frejat. E em 2018 conseguiu ser a deputada federal mais votada do DF. Depois sobressaiu-se bem no Congresso, presidiu a poderosa Comissão de Orçamento, criou relações de confiança entre os líderes e no Planalto. Ficou muito ligada ao general Ramos. E ao próprio presidente. Assim, estão depositadas na deputada Flávia Arruda a esperança de um diálogo melhor entre o governo e o Congresso.

 

Vacina e SUS

Enquanto alguns empresários falam em comprar vacina, Luiza Trajano (Magazine Luiza) garante que não vai comprar vacina. O motivo é bem simples: não tem vacina no mercado. E mais: todos os laboratórios estão interessados em vender para governos e não para empresas. A empresária defende que sejam feitas doações para ajudar o nosso valoroso SUS.

 

Guerra santa

Está sendo atribuída a bolsonaristas a falsa campanha de uma suposta “guerra santa” pelas redes sociais em função da proibição do fechamento de tempos religiosos em tempos de pandemia.

 

CPI da Covid

Alguns políticos de oposição acreditam que a criação da CPI da Covid-19 no Senado não vai atrapalhar em nada o governo em termos de pandemia. Dizem que a única coisa que pode acontecer é o governo reduzir a sua campanha negacionista, o que só tem atrapalhado no combate a pandemia. E mais: os erros e as omissões do governo devem aparecer ao longo das investigações.

 

Momento inoportuno

Ao contrário do discurso oficial de interferência do Judiciário, o pedido da CPI da Covid foi entregue em fevereiro depois de ter preenchido todos os requisitos. Só que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), eleito com apoio do presidente Jair Bolsonaro, alegava que o momento era inoportuno.

 

Bom-moço

O chamado “bom-mocismo” do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já começa a incomodar muitos senadores. A tese é a de que Pacheco é o único político que ainda acredita que pode retirar o presidente do caminho Bolsonaro do negacionismo e de fazer funcionar o Comitê contra Covid.

 

Hilário

Chega a ser hilário o presidenciável Ciro Gomes (PDT) sugerir a Lula que abra mão de sua possível candidatura em 2022. A impressão que se tem é que Ciro acaba de desembarcar de uma viagem a marte e ainda não leu as últimas pesquisas eleitorais de vários institutos.

 

Refis-DF

O secretário de Economia do DF, André Clemente, comemora o sucesso do Refis. E não é para menos. O programa conseguiu negociar R$ 3.010.471.142,99.

 

Amazônia

Em uma carta da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), representantes de povos indígenas do Brasil estão pedindo ao governo dos Estados Unidos para serem incluídos na elaboração do plano para proteção da Amazônia, tema que está em discussão junto ao governo brasileiro.

 

Novo erro

O novato prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), acaba de cometer outro erro político. Nomeou o ex-vereador Zander Fábio Alves da Costa (Patriota) como secretário municipal de Cultura. Só que o político tem uma invejável lista de processos na justiça e réu em várias ações contra a administração pública.

 

Carlos Honorato
pontofinal@carloshonorato.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Solve : *
22 × 14 =