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Em entrevista, Marcos Pereira diz que Hugo Motta terá relação ‘harmoniosa’ com o Executivo
Presidente do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP) diz em entrevista ao Globo que a tendência do partido é apoiar um nome de centro-direita à Presidência em 2026, mesmo com um assento na Esplanada dos Ministérios. O parlamentar avalia, porém, que é cedo para uma decisão.
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Pereira faz ainda uma análise sobre o momento da gestão de Luiz Inácio Lula Silva, com a queda de popularidade: “O governo está um pouco sem rumo, sem direção”. A sigla abriga Hugo Motta (Republicanos), o favorito na disputa pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL). Segundo o presidente da sigla, a troca de comando deve tornar a relação entre os Poderes mais “harmoniosa”.
Eu só debato 2026 em 2026. Não posso dizer se estaremos com o Lula, quem dirá é a Executiva do partido. A tendência do partido é caminhar com alguém de centro-direita nas eleições presidenciais, mas não podemos cravar agora. Podemos ir para cá ou para lá. Vamos decidir à frente.
Está escrito no manifesto político do Republicanos, eu não posso retirar isto para agradar ninguém. Somos conservadores, sim.
Eu acho que o governo está um pouco sem rumo, sem direção. Falta entrosamento interno. Os ministros se contradizem, portarias são revogadas. É preciso haver mais pragmatismo.
Essa é a arte da política. Eu não vejo o Tarcísio como principal nome do Bolsonaro, já que ele segue se colocando como candidato e confiando na elegibilidade.
Tarcísio sempre me disse que seguiria no Republicanos. É um homem de palavra, vou confiar nele.
O partido não foi chamado para debater ampliação de espaços e eu não discuti os espaços com os líderes partidários. É melhor esperar o governo apresentar espaços e avaliaremos.
É uma consolidação do equilíbrio, do diálogo. Este é o perfil dele e do Republicanos. O centro debate tudo, não tem preconceitos. Não por acaso está neste lugar.
Hugo precisa ser independente, mas, harmônico. Na medida do possível, ele deve ser mais harmonioso com o Planalto, sim, pela boa relação que mantém com o Alexandre Padilha (ministro de Relações Institucionais). O Arthur Lira, declaradamente, não conseguia lidar bem com o principal articulador do governo, eram desafetos. É de se esperar que as coisas melhorem.
Se ele aceitar um eventual convite terá apoio meu e do Republicanos. Isso ajudaria na articulação com o Congresso, é claro. Lira tem experiência, conhece a Casa como poucos, e é grande amigo do Hugo Motta. Seria bom para todos.
Não existem reclamações neste sentido. Ninguém da cúpula da igreja reclamou da gestão do partido. Tenho ótima relação com todos.
O Republicanos nunca foi um partido religioso. É um partido político com pessoas religiosas em suas cadeiras. Eu mesmo sou da igreja. O Gilberto Abramo, que vai assumir a liderança no lugar do Motta neste ano, é religioso. É uma questão de momento. Pessoas de dentro e de fora da igreja se alternam em cargos altos no partido. Isso é guiado pela competência dos parlamentares. O Silas Câmara e o Gilberto Abramo presidem comissões, por exemplo, e são da igreja.

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