
CBF estuda fazer jogo de despedida para Neymar na seleção, mas não há previsão de data
Camisa 10 confirmou sua aposentadoria da seleção brasileira, ontem, após jogo do Santos na Sul-Americana

Quem ganha acima de R$ 1 milhão paga, em alguns cenários, apenas 10%
A progressividade tributária no Brasil — princípio que determina que quem ganha mais deve pagar mais impostos — não alcança as camadas de renda mais altas, mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quem ganha mais acaba pagando proporcionalmente menos impostos, e essa diferença aumenta quando a renda atinge R$ 1 milhão por ano.
Uma das principais contribuições do estudo é que ele considera não apenas os impostos aplicados sobre a renda das pessoas físicas, mas também aqueles que incidem sobre os lucros das empresas. Assim, fica mais justa a comparação entre a carga tributária dos milionários e a da classe média porque o estudo considera os lucros das empresas e seus tributos, que são uma parte significativa da renda de que está no topo da pirâmide.
Os dados fazem parte da nota técnica “Progressividade tributária: diagnóstico para uma proposta de reforma”, assinada pelo pesquisador Sérgio Wulff Gobetti e publicada nesta terça-feira.
— A progressividade deixa de existir no topo da pirâmide social brasileira e, além disso, a alíquota média máxima é muito baixa quando comparada com aquela praticada pela maioria das economias desenvolvidas e mesmo em relação aos principais países latino-americanos — diz Gobetti.
Para estimar os impactos tributários, o pesquisador utilizou estimativas de alíquota efetiva do IRPJ/CSLL (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) apuradas com base em estudo da Receita Federal para os diferentes regimes de tributação de lucro vigentes no país.
Com base nessas alíquotas efetivas, o economista realizou algumas simulações. Num cenário em que todos os impostos pagos por empresas foram repassados aos acionistas, a taxa média de tributação atinge 14,2% para pessoas com renda anual em torno de R$ 516 mil.
A partir daí, a taxa começa a cair e atinge uma média de 13,3% entre as pessoas com renda superior a R$ 1 milhão (grupo que representa 0,2% da população adulta do país).
Já num cenário intermediário, em que metade do imposto pago pela empresa recai sobre o acionista, a tributação média fica em 13,2% para pessoas com renda anual de R$ 423 mil, abaixo do percentual obtido no cenário em que a empresa repassa integralmente os impostos aos acionistas.
Nesse mesmo cenário, a tributação cai para 10,3% entre os milionários. Ou seja, os brasileiros que ganham acima de US$ 1 milhão por ano pagam proporcionalmente menos imposto mesmo quando lucros e dividendos são tributados.
De acordo com o estudo, distorções e privilégios fiscais concedidos historicamente contribuem para a falta de progressividade. Entre os principais fatores está a isenção de impostos sobre lucros e dividendos, que representa a principal fonte de renda para pessoas que ganham acima de R$ 1 milhão por ano.
O pesquisador também aponta outros fatores, como os incentivos e condições especiais a empresas enquadradas em regimes tributários específicos — como o Simples Nacional e o Lucro Presumido — além das brechas na legislação que trata da apuração do imposto no regime de Lucro Real.
Gobetti estima que, entre 2015 e 2019, cerca de R$ 180 bilhões (o equivalente a aproximadamente R$ 300 bilhões em valores corrigidos) deixaram de ser arrecadados por empresas enquadradas nos regimes do Simples Nacional e do Lucro Presumido. As empresas desses regimes pagaram apenas 25% do que pagariam caso fossem aplicadas regras gerais, baseadas no lucro real.
Na análise sobre alíquota efetiva, o estudo aponta que as empresas do Simples Nacional foram tributadas, em média, a uma taxa de 3,3% sobre seus lucros (3,9% em 2019). Já para empresas no regime de Lucro Presumido, a carga média foi de 10,6% (11% em 2019).

Camisa 10 confirmou sua aposentadoria da seleção brasileira, ontem, após jogo do Santos na Sul-Americana

Craque encerra sua trajetória com a camisa do Brasil com 80 gols em 130 jogos e quatro Copas do Mundo disputadas

Partida da 21ª rodada do Brasileirão acontece nesta quarta-feira (29), às 19h30, no Beira-Rio

Meia argentino vira alvo de investigação por amarelo recebido em partida contra Bragantino
