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Queda na gravidez precoce: DF tem menor taxa de partos entre adolescentes no país

6 de novembro, 2026 | Por: Humberto Leite-Agência Saúde-DF

Rede pública da capital oferece métodos contraceptivos e orientação sobre saúde sexual; ações nas escolas aproximam os serviços dos jovens

O Distrito Federal registrou a menor proporção de partos de mães adolescentes no Brasil. O dado do Ministério da Saúde considera os primeiros quatro meses de 2026. No período, 7,48% dos partos na capital foram de mães de até 19 anos, enquanto a média nacional ficou em 11,3%.

A meta da Secretaria de Saúde (SES-DF) é reduzir esse índice para 5,93%. Para isso, a rede pública oferece métodos contraceptivos e promove ações educativas nas unidades de saúde e nas escolas.

As UBSs oferecem orientação sobre métodos contraceptivos e planejamento reprodutivo. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF.

 Como obter orientação e contraceptivos

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)​, os preservativos podem ser retirados na entrada, sem necessidade de solicitação a um profissional. Há, ainda, pílulas e injeções anticoncepcionais, dispositivo intrauterino (DIU) e implante contraceptivo, conhecido como Implanon.

Em 2026, foram colocados mais de 30 mil implantes contraceptivos no DF, sendo mais de seis mil em adolescentes. Ao chegar na unidade, os profissionais explicam como cada método funciona, seus possíveis efeitos colaterais e a forma correta de uso. A escolha é compartilhada e de acordo com as necessidades da paciente e a avaliação da equipe de saúde.

O enfermeiro Edmon Martins Pereira orienta sobre os métodos contraceptivos oferecidos nas UBSs. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF.

O atendimento respeita o sigilo profissional e também pode incluir testes para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e início do pré-natal, quando necessário. Os adolescentes do sexo masculino também recebem orientação sobre saúde sexual e planejamento reprodutivo.

Informação também chega às escolas

Parte das ações ocorre fora de unidades de saúde. Em Ceilândia, por exemplo, o projeto Escolhas, vinculado ao Programa Saúde na Escola (PSE), leva informações sobre saúde sexual e reprodutiva aos estudantes.

A iniciativa aproxima as equipes dos adolescentes que nem sempre procuram uma UBS. Os encontros abordam métodos contraceptivos, prevenção de ISTs, consentimento, violência, higiene íntima e uso de álcool, cigarro e outras drogas.

Atividades nas escolas levam informações sobre saúde sexual e reprodutiva aos adolescentes. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF.

Essas atividades também incentivam os jovens a pensar sobre seus planos para o futuro e sobre como uma gravidez na adolescência pode interferir nesses projetos.

A participação de servidores jovens e estudantes de cursos superiores da área da saúde ajuda a criar um ambiente acolhedor, com linguagem acessível e espaço para perguntas sem julgamentos.

Cuidado e proteção

De acordo com Viviane Tobias, responsável pela área técnica de saúde da mulher na Atenção Primária à Saúde da SES-DF, as equipes recebem orientações para atender às necessidades específicas da adolescência. O cuidado inclui informações sobre práticas de prevenção e atenção a situações de vulnerabilidade.

O projeto Escolhas conta com servidores jovens e estudantes da área da saúde para facilitar o diálogo com os adolescentes. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF.

Os profissionais também são orientados a identificar situações de violência e a encaminhar os pacientes aos serviços especializados. Saiba onde buscar atendimento em casos de violência​.

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