
‘Não cabe falar em retaliação’, diz ministro da Fazenda sobre tarifas dos EUA
Dario Durigan disse a jornalistas nesta manhã que está sendo avaliado 'com cautela' eventual processo de reciprocidade

Caso concreto que motivou julgamento envolve empresa que remodela peças de aço para serem usadas para outras companhias

O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a discutir nesta quarta-feira se deve haver cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) em etapas intermediárias da produção de uma mercadoria. Também está sendo discutido um limite para a aplicação de multa por descumprimento de obrigações tributárias.
O caso chegou ao STF a partir de uma empresa que foi contratada para remodelar chapas e bobinas de aço, que seriam utilizadas depois por outras empresas da construção civil. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) considerou que a operação faz parte da atividade-fim da empresa, e por isso deve ocorrer a cobrança do ISS.
Já a companhia alega ao STF que sua atividade faz parte de uma etapa intermediária e que por isso deveria ocorrer apenas a incidência apenas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O julgamento terá repercussão geral, o que significa que será definida uma tese que valerá para todos os casos semelhantes.
O relator, ministro Dias Toffoli, votou para considerar a cobrança inconstitucional. Toffoli afirmou que, se o material passa por nova etapa de industrialização, o que ocorreu foi apenas uma “fase do ciclo econômico da encomendante”, e não deve incidir o ISS. Em relação às multas, o relator votou para estabelecer um limite máximo de 20% do débito.
Toffoli foi acompanhado integralmente pelas ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber (hoje aposentada) e pelos ministros Edson Fachin e Cristiano Zanin. Luiz Fux e Luís Roberto Barroso acompanharam com ressalvas.
Alexandre de Moraes abriu divergência, por considerar que a empresa foi contratada para prestar um serviço específico e que isso não faria parte de um processo maior de industrialização.
O julgamento será retomado com o voto do ministro André Mendonça, que pediu vista em agosto do ano passado.

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