
Governo reconhece estado de calamidade em Juiz de Fora
Sobe para 22 número de mortes devido às chuvas na cidade

Soterramentos também resultaram em 440 pessoas desabrigadas, prédios e casas desabados e ruas transformadas em rios de lama
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As fortes chuvas que castigam a cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, desde a noite de segunda-feira, causaram destruição, com desabamentos de edificações e deslizamentos de terra. No bairro Paineiras, região central da cidade, a queda de um barranco soterrou parte de um prédio e duas casas. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira, a prefeitura informou que 16 pessoas morreram em sete deslizamentos, que ocorreram em bairros distintos. No município vizinho de Ubá, na Zona da Mata mineira, também foram registradas quatro mortes em decorrência das chuvas, segundo os Bombeiros, embora a prefeitura já divulgue seis óbitos, conforme informações do g1.
A prefeitura informou que os deslizamentos que deixaram vítimas fatais ocorreram nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa, enquanto a Defesa Civil registrou 251 ocorrências ao decorrer do dia. Segundo a prefeita Margarida Salomão (PT), diversos bairros estão ilhados. Também há ao menos 45 desaparecidos na cidade, conforme informações do portal de notícias g1.
— Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. O rio Paraibuna saiu da calha, que também é uma coisa histórica. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade — disse Margarida, em um comunicado divulgado nas redes sociais na madrugada desta terça-feira.
O mês de fevereiro já registrou 584 milímetros de chuva, se tornando o mais chuvoso da história da cidade. O recorde anterior era de fevereiro de 1988, quando o acumulado atingiu 456 milímetros. De acordo com a prefeitura, o volume registrado neste mês corresponde a 270% do total esperado para fevereiro, que era de 170,3 milímetros.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a destruição causada na cidade. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais afirmou que o transbordamento do rio Paraibuna e os deslizamentos causados pelas chuvas geraram, até esta madrugada, 40 chamadas de emergência. Também há ao menos 45 desaparecidos, conforme informações do portal de notícias g1.
“As equipes atuam no atendimento a ocorrências de alagamentos, soterramentos, imóveis com risco estrutural e retirada preventiva de moradores em áreas vulneráveis. O reforço operacional inclui militares especializados, cães de busca e equipamentos específicos para atuação em desastres”, informou a corporação, que recebeu o auxílio de 20 bombeiros da capital Belo Horizonte.
Ainda durante esta madrugada, a gestão municipal instituiu estado de Calamidade Pública em Juiz de Fora, que vigorará por 180 dias. Os servidores foram autorizados a trabalhar de forma remota nesta terça-feira, e as aulas nas escolas municipais foram suspensas.
— Isso permite que nós recebamos recursos federais, estaduais, humanos e materiais para nos alcançar nessa grave situação. O estado de Calamidade também permite a participação de voluntários, para que a gente possa superar essa dificuldade muito grande que as pessoas estão vivendo. — disse Margarida. — É uma situação extrema que exige medidas extremas.
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A prefeitura também informou que há três escolas funcionando como ponto de acolhimento para os desabrigados: Escola Municipal Paulo Rogério dos Santos, Escola Municipal Murilo Mendes e Escola Municipal Camilo Ayupe.
Ao longo desta manhã, a prefeitura também decretou luto oficial de três dias em Juiz de Fora. Margarida afirmou ser o dia “mais triste” de sua gestão, que registrou mortes pela primeira vez em razão das chuvas.
— Em nome do município de Juiz de Fora, quero fazer chegar nessas famílias o nosso abraço. Vamos apoiar em tudo o que a gente puder — disse a prefeita.
Em Ubá, que registou quatro mortes até o momento, os serviços de saúde no município precisaram ser suspensos devido à inundação. Em nota, a prefeitura informou a suspensão da Farmácia Municipal,do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), da Policlínica Regional e da EAP Central.
“Apenas os atendimentos de hemodiálise serão mantidos, dentro das condições possíveis. As equipes já atuam para restabelecer os serviços o mais breve possível”, diz o comunicado.
BS20260224144336.1 – https://extra.globo.com/brasil/noticia/2026/02/temporal-em-minas-gerais-deixa-ao-menos-22-mortos-em-juiz-de-fora-e-uba-video.ghtml

Sobe para 22 número de mortes devido às chuvas na cidade

Até o momento, Defesa Civil estima 440 desabrigados em Juiz de Fora

O temporal causou ao menos 14 mortes, deixou cerca de 440 desabrigados e provocou o transbordamento do Rio Paraibuna.

Operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira em Santa Catarina
