ECONOMIA

Temu e outras quatro empresas são convocadas por autoridades na China por suspeita de publicidade enganosa

11 de junho, 2026 | Por: Agência O Globo

Autoridades também chamaram JD.com, Pinduoduo, Douyin e RedNote para prestar esclarecimentos sobre promoções do festival de compras “6.18”

Logo da Temu – Foto: V H / @Unsplash

Os gigantes chineses do comércio eletrônico Temu e JD.com estão entre as cinco plataformas convocadas pelas autoridades nesta quinta-feira para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de publicidade enganosa, informou o órgão regulador do mercado de Pequim.

Também foram chamados representantes da Pinduoduo, que pertence ao mesmo grupo controlador da Temu, além das redes sociais Douyin e RedNote, esta última conhecida como o “Instagram chinês”.

As reuniões, organizadas pela Administração Municipal de Regulação do Mercado de Pequim, ocorrem em um momento em que o governo chinês intensifica medidas contra a chamada concorrência do tipo “involução”.

O termo é usado na China para descrever uma disputa cada vez mais agressiva entre empresas que, apesar do aumento dos esforços e dos investimentos, não produz avanços efetivos e pode se tornar contraproducente para o mercado.

Nos últimos meses, a campanha das autoridades contra esse tipo de prática já atingiu grandes empresas dos setores de comércio eletrônico, entrega de refeições e veículos elétricos.

Segundo comunicado oficial, o órgão regulador identificou problemas envolvendo publicidade enganosa relacionada a eventos promocionais, regras irregulares e a ausência de informações claras sobre os comerciantes que atuam nas plataformas.

As autoridades estabeleceram “exigências de correção” com o objetivo de prevenir e reduzir riscos durante o festival de compras online conhecido como “6.18”, realizado neste mês e considerado um dos maiores da China.

De acordo com o documento, algumas plataformas anunciaram campanhas com “10 bilhões de yuans em subsídios” — o equivalente a mais de US$ 1,4 bilhão — sem detalhar os valores efetivamente disponibilizados aos consumidores nem a duração real das promoções.

A convocação ocorre em meio ao aumento da fiscalização sobre práticas comerciais adotadas pelas gigantes chinesas da tecnologia, especialmente durante períodos de grandes liquidações, quando empresas disputam consumidores com descontos agressivos e campanhas de marketing de grande alcance.


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