ECONOMIA

TST analisa nesta segunda-feira negociação entre Correios e trabalhadores

21 de setembro, 2026 | Por: Agência O Globo

Tribunal já determinou que 80% dos funcionários sigam em atividade para manter serviços

Fachada do TST, em Brasília – Foto: @csjt_oficial

Após os Correios desistirem de continuar as negociações com representantes dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Corte vai analisar nesta segunda-feira (dia 21) o dissídio coletivo da estatal.

O TST vinha mediando as discussões nos últimos dias, e diante da falta de acordo, o movimento sindical decidiu pela greve, que já dura oito dias.

No pedido de dissídio coletivo enviado ao TST a direção da empresa alegou a necessidade de controlar despesas em meios aos planos de reestruturação. Segundo a estatal, 89% das receitas dos Correios são direcionadas para o pagamento de salários e benefícios, o que tornaria a sua recuperação inviável.

Um dos pontos de consenso é o reajuste salarial de 4,35% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto. Um dos principais impasses, por outro lado, são as mudanças proposta pela empresa no plano de saúde.

A direção da empresa aguarda o desfecho da sessão, presidida pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, para melhorar o cenário e obter o empréstimo de R$ 7 bilhões de um grupo de bancos, com garantia da União. A paralisação afeta a qualidade dos serviços prestados pelos Correios.

As principais demandas da empresa são:

⁠retirada da condição de mantenedora do plano de saúde, com a manutenção de plano ainda com subsídio da empresa ao empregado. Na prática, a empresa deixa de correr o risco atuarial em sua totalidade, que representa provisões de quase R$ 600 milhões

1/3 de adicional de férias no lugar de 70%

Horas extras na forma da CLT no lugar dos 200%

⁠exclusão do abono (vale peru), visto que a empresa está gerando prejuízos recorrentes

Retorno do registro de ponto eletrônico

Retorno do cálculo de dimensionamento de unidades (demanda vs capacidade instalada)

⁠retirada da condição de mantenedora do plano de saúde, com a manutenção de plano ainda com subsídio da empresa ao empregado. Na prática, a empresa deixa de correr o risco atuarial em sua totalidade, que representa provisões de quase R$ 600 milhões

BS20260921102534.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/09/tst-analisa-nesta-segunda-feira-negociacao-entre-correios-e-trabalhadores.ghtml

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