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Iniciativas de humanização tornam a unidade mais acolhedora, valorizam as equipes e contribuem para uma assistência ainda mais qualificada
Esperar por atendimento em uma unidade de urgência costuma ser um momento de ansiedade para pacientes e familiares. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, pequenas mudanças no ambiente e na rotina da unidade vêm tornando essa experiência mais acolhedora, ao mesmo tempo em que melhoram as condições de trabalho das equipes e contribuem para uma assistência cada vez mais humanizada.
Entre as iniciativas implantadas estão melhorias na ambientação da unidade, criação de um espaço de leitura para pacientes e acompanhantes, aquisição de equipamentos que tornam o atendimento mais ágil e adequações voltadas ao bem-estar dos colaboradores. As ações refletem uma proposta de cuidado que valoriza tanto quem procura atendimento quanto quem trabalha diariamente para oferecê-lo.
“A transformação de uma unidade não depende apenas de grandes investimentos. Ela acontece quando ouvimos as equipes, construímos soluções em conjunto e buscamos melhorias contínuas”Rogério Tavares, gerente da UPA de Planaltina
Logo na entrada, a diferença já pode ser percebida. A unidade passou por melhorias na pintura, organização e ambientação, proporcionando um espaço mais limpo, confortável e acolhedor para pacientes e acompanhantes.
Entre as novidades também está um cantinho da leitura, criado para tornar o tempo de espera menos desgastante e oferecer um ambiente mais tranquilo em um momento que, muitas vezes, é marcado pela preocupação e pela ansiedade.
As mudanças também alcançaram os profissionais de saúde. A gestão implantou um espaço de descanso ao ar livre para os colaboradores e investiu em melhorias sugeridas pelas próprias equipes, como a substituição dos termômetros convencionais por modelos de leitura a laser, que tornam o atendimento mais ágil e confortável para pacientes e profissionais.
Outra conquista foi a doação de beliches para o repouso médico, garantindo melhores condições de descanso durante os plantões. Para o gerente da unidade, Rogério Tavares, a transformação vai além das melhorias físicas. “A transformação de uma unidade não depende apenas de grandes investimentos. Ela acontece quando ouvimos as equipes, construímos soluções em conjunto e buscamos melhorias contínuas. Esse movimento fortalece os profissionais e faz com que a população receba um atendimento cada vez mais qualificado”, afirma.
As ações instituídas na UPA de Planaltina foram apresentadas durante o curso Gestão de Conflitos – Liderança que Dialoga, Equipes que Crescem!, promovido pela Coordenação de Corregedoria (COCRR), em parceria com a Coordenação de Compliance e Governança (COMPL), como exemplo de como uma gestão baseada na escuta e no diálogo pode gerar benefícios concretos para profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
A formação integra um cronograma que percorrerá todas as unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) até novembro. Ao longo dos encontros, os gestores participam de atividades práticas e reflexões sobre inteligência emocional, comunicação assertiva, mediação de conflitos, prevenção ao assédio e utilização dos canais institucionais de denúncia.
Para a coordenadora de Compliance e Governança do IgesDF, Lorena Barreto, ambientes de trabalho mais saudáveis refletem diretamente na assistência prestada à população. “Quando a liderança desenvolve a capacidade de ouvir, dialogar e agir de forma preventiva, fortalece o engajamento das equipes e, consequentemente, a qualidade do cuidado oferecido ao paciente. A humanização da assistência começa pela humanização das relações de trabalho”, destaca.
A coordenadora da Corregedoria do IgesDF, Danielle Rodrigues, ressalta que investir nas pessoas que fazem o atendimento também significa investir na qualidade dos serviços oferecidos à população. “Quando o gestor escuta sua equipe, acolhe sugestões e promove melhorias no ambiente de trabalho, fortalece o engajamento dos colaboradores e, consequentemente, melhora a qualidade da assistência prestada aos pacientes. A humanização acontece nas pequenas atitudes do dia a dia”, conclui.
*Com informações do IgesDF

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