
Com queda em gastos com o INSS, governo libera R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026
Liberações por órgãos serão detalhadas até próximo dia 30

Durigan reforçou compromisso com as metas e disse que o mercado ‘exagera’ ao atribuir pressão inflacionária ao crescimento do crédito

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira que o governo vai continuar melhorando o quadro das contas públicas do país “custe o que custar”. Durigan também defendeu que o arcabouço fiscal está funcionando e fez referência ao bloqueio de R$ 23,7 bilhões do Orçamento anunciado no primeiro semestre como exemplo de controle de gastos, impulsionado pelo aumento de despesas com o BPC e a Previdência.
Durante o painel de abertura da Expert XP, em São Paulo, Durigan afirmou que o governo apresentará até 31 de agosto a proposta de Orçamento para o próximo ano. Segundo ele, o texto vai prever os programas sociais, que não serão ampliados sem espaço orçamentário.
— Nós vamos seguir melhorando o fiscal custe o que custar […] O compromisso que eu posso deixar estipulado aqui é com a trajetória que a gente mesmo está projetando no futuro. Nas projeções do Tesouro, a gente tem uma estabilização da dívida.
O ministro avaliou ainda que o mercado exagera ao atribuir à expansão do crédito à pressão inflacionária. Para ele, neste momento, o aumento dos preços está diretamente relacionado ao cenário internacional conturbado, especialmente a guerra envolvendo Estados Unidos e Irã.
— Eu acho que tem um exagero nesse argumento. Eu reconheço que toda a discussão fiscal, inclusive o fiscal que importa subsídio, linha de crédito, ele embarca na discussão. Mas esse ano o que está fazendo aumentar a pressão inflacionária é a guerra do Irã.
— Querer dizer que o governo, que está fazendo bloqueio do Orçamento, cumprindo com as metas e com toda a responsabilidade, pondo e tirando o subsídio, usando receita adicional para pagar a conta, se comprometendo com a meta oficial… Não estamos fazendo um ano eleitoral para criar problema para frente. E não é isso que está gerando pressão inflacionária.
Questionado sobre as “bets”, Durigan respondeu que vê o tema com preocupação, reconhecendo também a dependência de alguns setores dos recursos provenientes de contratos com casas de apostas, mencionando a Série A do Campeonato Brasileiro como exemplo.
O ministro defendeu que as bets sejam enquadradas de forma semelhante ao cigarro, com restrições à publicidade e medidas para reduzir o número de apostadores. Lembrou, como exemplo, o decreto publicado pela prefeitura do Rio de Janeiro, que veta propaganda de plataformas de apostas em áreas externas da cidade, e a proibição de que beneficiários do BPC e do Bolsa Família apostem.
BS20260724161553.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/24/vamos-seguir-melhorando-o-fiscal-custe-o-que-custar-diz-ministro-da-fazenda.ghtml

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