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Por discordarem da PEC da Segurança proposta pelo governo, líderes de Minas Gerais e Santa Catarina não estarão presentes
O encontro do presidente Lula (PT) que discutirá a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no início da tarde desta quinta-feira terá a ausência de ao menos dois governadores da direita — Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina. Por outro lado, Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Ronaldo Caiado (Goiás) e Tarcísio de Freitas (São Paulo) estarão presentes. O encontro teria sido marcado após pedido de Castro para que o tema fosse discutido em conjunto.
Ambos os chefes do Executivo não concordam com o texto que será proposto pelo governo federal por não ter levado em consideração as propostas do Consórcio Integrado dos Estados do Sul e do Sudeste (Cosud), que tanto Minas quanto Santa Catarina fazem parte. A expectativa era de que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tivesse colocado os temas em perspectiva.
No caso de Zema, o governador enviou um ofício justificando sua ausência e informando que o encontro serviria apenas para “discursos políticos”. “Apesar da apresentação das propostas ao Ministério da Justiça, ainda não tivemos uma resposta satisfatória sobre os pontos apresentados. Nem mesmo recebemos quais serão os termos da PEC da Segurança a ser apresentado ao Congresso”, justificou o governador de Minas Gerais.
Quem irá representá-lo será o secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel Edgar Estevo.
O movimento de Zema é mais um afastamento em relação ao governo federal neste ano. Durante o acordo de repactuação de Mariana, ele trocou farpas com o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia). Anteriormente, na renegociação da dívida pública, criticou a articulação com Lula.
Alinhado aos atritos na relação institucional, o governador também tem marcado posições à direita em movimentos mais políticos. Nas eleições em Belo Horizonte, apoiou o bolsonarista Bruno Engler (PL), a fim de agradar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Já no caso de Jorginho Mello, o governador não irá à Brasília por entender que a segurança pública deve ser discutida na esfera estadual. Esta informação foi inicialmente divulgada pelo NSC e confirmada, em seguida, pelo Globo.

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