POLÍTICA

Avião particular que teria a bordo Flávio Bolsonaro e família faz pouso no Equador e segue viagem após senador deixar a Argentina

28 de outubro, 2026 | Por: Agência O Globo

Governo argentino comunicou a entrada e a saída da família; destino final seriam os Estados Unidos, onde o candidato derrotado à Presidência da República poderia ter asilo político concedido

O senador Flávio Bolsonaro (PL) – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um avião particular que, segundo o governo argentino, teria a bordo o senador Flávio Bolsonaro (PL), a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal pousou em Guayaquil, no Equador, na manhã desta quarta-feira, após a família deixar a Argentina na noite de terça. A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou os planos de deslocamento do senador e ordenou a apreensão de seu passaporte. O avião deve seguir para os Estados Unidos.

O governo argentino de Javier Milei confirmou a entrada da família no país e a saída em um voo da empresa Baires Fly SA. Segundo informações obtidas pelo jornal argentino La Nacion junto a fontes oficiais, o grupo entrou pela província de Misiones e seguiu para o Equador.

Avião particular que teria a bordo Flávio Bolsonaro e família pousa no Equador após senador deixar a Argentina — Foto: Reproduçãp/Flightradar
Avião particular que teria a bordo Flávio Bolsonaro e família pousa no Equador após senador deixar a Argentina — Foto: Reproduçãp/Flightradar

O destino final seria os Estados Unidos, onde o governo de Donald Trump poderia conceder asilo político à família. Até o momento, porém, não há confirmação de que o benefício tenha sido solicitado formalmente ou concedido.

Argentina confirmou entrada e saída da família

A Direção Nacional de Migração da Argentina publicou uma nota às 2h01 desta quarta-feira (28), na qual informou que Flávio, a mulher e as duas filhas entraram no país às 22h50 de terça-feira, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.

“A Direção Nacional de Migração informa que às 22h50 do dia 27/10, os cidadãos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro entraram pela fronteira da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, portando documentação de viagem válida e sem qualquer impedimento legal à entrada no país. Os trânsitos foram registrados pela autoridade competente sem incidentes”.

O gabinete do chefe de Gabinete argentino, Diego Santilli, informou que a família deixou o país às 23h30.

“Às 23h30, a delegação que chegava embarcou em um voo particular da Baires Fly SA com destino à cidade de Guayaquil , no Equador, conforme relatado no plano de voo”.

O governo argentino declarou que não havia mandado de prisão ou impedimento legal na fronteira que impedisse a entrada de Flávio e de seus familiares. A manifestação foi divulgada depois que a Direção Nacional de Migração havia informado, na manhã de terça-feira, não ter sido notificada de nenhuma entrada do senador no país.

Viagem ocorreu após decisão de Moraes

Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou os planos de viagem de Flávio Bolsonaro e ordenou a apreensão de seu passaporte. Apesar da decisão, o senador e seus familiares entraram na Argentina naquela noite e seguiram para o Equador, conforme os registros divulgados pelas autoridades argentinas.

O governo de Milei afirmou que não havia impedimento legal à entrada da família no país. Não está claro, porém, quando a decisão do STF foi comunicada às autoridades argentinas ou quais consequências jurídicas a viagem poderá ter para o senador.

O La Nacion também noticiou que Santiago Caputo, estrategista político de Javier Milei, estava na província de Misiones no momento da partida do avião particular. A presença de Caputo alimentou especulações sobre uma possível participação do governo argentino na saída de Flávio do Brasil.

Funcionários da Casa Rosada negaram envolvimento na operação, assim como haviam feito no dia anterior, quando fontes consultadas pelo jornal também negaram ter conhecimento da viagem.

Antes da confirmação oficial, Caputo publicou nas redes sociais uma mensagem interpretada como possível referência à saída do senador.

“A cobertura midiática de hoje deve ter sido um dos maiores fiascos da história do jornalismo mundial. Disseram uma coisa e depois outra. Retiraram-se. Disseram de novo. Tudo com o mesmo nível de certeza e animosidade . Em todo o mundo. Não sei quem os enviou numa busca infrutífera, mas têm a minha mais profunda admiração”.

O presidente Javier Milei, sua irmã Karina Milei, o ministro da Economia, Luis Caputo, e o secretário de imprensa, Fabián Fernández, estavam em Catamarca na ocasião, para participar da inauguração de novas instalações da mineradora Río Tinto.

Estados Unidos seriam o destino final

Flávio e sua família pretenderiam seguir para os Estados Unidos, onde o governo de Donald Trump poderia conceder asilo político ao grupo.

Trump teria afirmado que permitiria a entrada do senador no país porque eles seriam “pessoas decentes” e a eleição de domingo “foi terrível”. Os Estados Unidos estariam cientes da saída planejada de Flávio do Brasil, segundo a imprensa americana.

BS20261028085028.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/10/28/flavio-bolsonaro-equador.ghtml

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