BRASÍLIA

Comércio do DF movimentou R$ 132,2 bilhões em 2024, aponta IBGE

30 de julho, 2026 | Por: Fecomércio-DF

O comércio do Distrito Federal registrou receita bruta de R$ 132,2 bilhões em 2024, segundo a Pesquisa Anual de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados evidenciam a dimensão econômica do setor e, especialmente, a capilaridade do varejo na geração de empregos e na atividade empresarial da capital.

Dos 164,6 mil trabalhadores ocupados pelas empresas comerciais, 74,6% estavam no varejo. O segmento também respondeu por 19,2 mil das 24,9 mil unidades locais com receita de revenda existentes no DF, o equivalente a 77% do total.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os números confirmam a relevância do comércio varejista para o desenvolvimento econômico e social da capital. “O varejo reúne aproximadamente três em cada quatro empregos e estabelecimentos comerciais do setor. Isso demonstra sua presença em todas as regiões administrativas e sua importância na geração de renda, oportunidades e serviços para a população”, afirma.

Varejo e atacado lideram receita

Do total movimentado pelo comércio brasiliense, R$ 56,7 bilhões, ou 42,9%, foram gerados pelo varejo. O comércio atacadista respondeu por R$ 56 bilhões, equivalentes a 42,4%, enquanto o segmento de veículos automotores, peças e motocicletas alcançou R$ 19,5 bilhões, ou 14,7%.

A margem de comercialização das empresas do DF, calculada pela diferença entre a receita líquida de revenda e o custo das mercadorias revendidas, atingiu R$ 26,7 bilhões. O varejo concentrou R$ 15,7 bilhões desse montante, seguido pelo atacado, com R$ 8,3 bilhões, e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas, com R$ 2,7 bilhões.

Os gastos das empresas comerciais com salários, retiradas e outras remunerações chegaram a R$ 5,1 bilhões. Desse total, R$ 3,4 bilhões foram pagos pelo varejo, R$ 1 bilhão pelo atacado e R$ 650 milhões pelo segmento automotivo.

Fortalecimento das empresas

Embora tenha movimentado um volume expressivo, o Distrito Federal respondeu por 14,2% da receita bruta de revenda do Centro-Oeste, menor participação entre as unidades da região. Em âmbito nacional, o Centro-Oeste representou 11,1% da receita do comércio brasileiro, ficando à frente da Região Norte, com 5,4%.

Outro indicador que merece atenção é a remuneração média. Em 2024, as empresas comerciais do DF pagaram o equivalente a 1,7 salário mínimo por trabalhador, mesmo patamar de Goiás e menor resultado do Centro-Oeste. Mato Grosso apresentou a maior média regional, de 2,1 salários mínimos, seguido de Mato Grosso do Sul, com 1,8.

Segundo José Aparecido, a ampliação da remuneração deve estar associada ao crescimento sustentável da atividade econômica. “O desafio é transformar essa força de mais de R$ 132 bilhões em ganhos crescentes de produtividade, qualificação dos postos de trabalho e melhores condições de remuneração. Para isso, é necessário fortalecer as empresas, estimular a inovação, investir na formação profissional e construir negociações coletivas equilibradas”, destaca.

O presidente ressalta ainda que juros elevados, carga tributária, encargos sobre a folha, burocracia, insegurança jurídica e margens reduzidas limitam a capacidade de investimento e expansão do setor produtivo. “Empresas mais competitivas e financeiramente saudáveis têm melhores condições de gerar empregos, qualificar trabalhadores e ampliar salários de maneira consistente. Esse é um compromisso permanente da Fecomércio-DF, em parceria com os sindicatos, os empresários e os trabalhadores”, completa.

Realizada anualmente desde 1996, a Pesquisa Anual de Comércio apresenta informações sobre a estrutura e o desempenho das empresas comerciais brasileiras. O IBGE alerta que os resultados de 2024 não são diretamente comparáveis aos de anos anteriores, devido a mudanças nos critérios usados para classificar empresas inativas, o que provocou uma quebra na série histórica.

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