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Governador do Paraná indicou ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, após meses oferecendo postos a ele na gestão

Em seu segundo mandato como governador do Paraná e com planos para a disputa presidencial, Ratinho Júnior (PSD) começou a movimentar sua sucessão ao nomear três aliados para o primeiro escalão do governo: os ex-prefeitos Rafael Greca (Curitiba), Ulisses Maia (Maringá) e Leonardo Paranhos (Cascavel). Todos são cotados como possíveis candidatos ao governo estadual.
A articulação ocorre em meio ao crescimento de seu principal adversário, o senador Sergio Moro (União Brasil), nas pesquisas de intenção de voto. O levantamento mais recente da Quaest, divulgado em fevereiro, aponta Moro com 30% das intenções, seguido por Greca, que aparece com 18%.
Greca foi nomeado para a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável após uma negociação extensa. Inicialmente, ele manifestou interesse em comandar a Secretaria das Cidades e ficou incomodado ao ser preterido. Pouco antes da nomeação, em entrevista à RIC TV, afiliada da Record, Greca afirmou que sua candidatura ao governo não dependia de um cargo na gestão estadual.
— Eu não tenho que comprovar mais nada. Inclusive, tenho possibilidade de ser candidato sem entrar em governo algum — declarou.
A declaração gerou desconforto entre articuladores do governo, mas a tensão foi superada com sua aceitação do cargo.
Greca tem demonstrado interesse em suceder Ratinho Júnior desde a eleição de Eduardo Pimentel (PSD) à prefeitura de Curitiba no ano passado. Em entrevista ao GLobo em novembro, afirmou que “todos têm o sonho de servir ao seu estado”.
Além de Greca, Ulisses Maia e Leonardo Paranhos também foram contemplados na reforma administrativa, assumindo as secretarias de Planejamento e Turismo, respectivamente. Apesar da movimentação intensa nos bastidores, Ratinho Júnior ainda não definiu um sucessor, enquanto Moro continua avançando nas pesquisas.
A mesma pesquisa da Quaest, que coloca o senador à frente em intenção de voto, indica que 67% dos paranaenses acreditam que o governador tem força para eleger um sucessor. Ratinho Júnior mantém alta aprovação, com 81% de apoio popular.

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