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Entre críticas dos deputados estaduais e pautas entravadas na Casa Legislativa, Gustavo Valadares (PMN) deixou a gestão e será substituído
Uma semana após o Partido Liberal (PL) romper com o governo e deixar a base na Assembleia Legislativa, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), trocou o comando da Secretaria de Governo. Gustavo Valadares (PMN) será substituído por Marcelo Aro (PP), atual chefe da Casa Civil. A mudança fortalece a chapa de Zema para 2026, já que Aro será seu candidato ao Senado e, agora, assumirá a articulação política da gestão com a Assembleia.

Em nota, Valadares agradeceu a Zema pela confiança e anunciou seu retorno à Assembleia Legislativa. “Continuarei firme e leal ao governador Zema e ao vice Prof. Mateus, trabalhando pelo futuro do nosso estado”, declarou, em tom cordial.
Nos bastidores, interlocutores de Valadares afirmam que sua volta à Assembleia visa uma possível indicação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). No entanto, parlamentares da base refutam essa hipótese, argumentando, sob reserva, que ele não precisaria deixar o governo para fazer essa movimentação. A avaliação é de que ele retorna à Casa com menos prestígio político.
A permanência de Valadares no cargo foi fragilizada pela dificuldade de interlocução com a Assembleia. No último ano, o governo sofreu reveses, incluindo traições dentro da própria base. A tensão escalonou na semana passada, com a saída dos 11 deputados do PL.
O clima piorou nos últimos dois dias com a definição das comissões. Aliados do presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite (MDB), saíram fortalecidos, enquanto nomes próximos a Zema perderam espaço, ampliando o desconforto no governo. A escolha de Aro é vista como um recado político, já que ele e Valadares sempre disputaram influência dentro da gestão.

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