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Investigação envolve o advogado Willer Tomaz e defesa do senador quer consultar os autos

A defesa do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso ao inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar, o advogado Willer Tomaz de Souza e empresas ligadas a ele. A solicitação foi apresentada nesta terça-feira.
Na petição, os advogados afirmam que tomaram conhecimento da existência do procedimento por meio de notícias divulgadas pela imprensa e solicitam autorização para consultar os documentos reunidos na investigação, além da habilitação formal da defesa nos autos eletrônicos.
Após a revelação sobre a nova investigação na Corte, Flávio disse que o inquérito se trata de “fake news” e que a única relação mantida com Willer é de amizade. Tomaz, por sua vez, afirmou que não há irregularidades e questiona a divulgação das informações às vésperas do segundo turno.
A investigação teve início na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde eram apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e utilização de casas de apostas em um suposto esquema de movimentação de recursos. O caso foi encaminhado ao STF em 8 de outubro em razão do foro privilegiado de Flávio Bolsonaro.
Após analisar os indícios reunidos pelos investigadores, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à abertura do inquérito. Moraes foi sorteado relator do caso na última sexta-feira.
A Polícia Federal identificou uma rede de empresas, instituições de pagamento e plataformas de apostas vinculadas a Willer Tomaz, com movimentações financeiras milionárias e suspeitas de utilização de estruturas empresariais para ocultar a origem e o destino de recursos.
Entre os elementos identificados pelos investigadores estão indícios de um possível vínculo societário de fato de Flávio com uma das empresas ligadas ao advogado. Segundo a PF, o senador chegou a ter acesso de administrador a uma conta bancária da Alcazar Holding, empresa inserida na estrutura empresarial investigada.
Este é o segundo inquérito em tramitação no STF que tem Flávio Bolsonaro entre os investigados. O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, foi aberto em julho e apura o financiamento do filme Dark Horse, que envolve o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
BS20261020231402.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/10/20/flavio-bolsonaro-pede-a-alexandre-de-moraes-do-stf-acesso-a-inquerito-sobre-suspeitas-de-lavagem-de-dinheiro.ghtml

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