POLÍTICA

Flávio Bolsonaro propõe criação de zona de livre comércio com os EUA e critica relação de Lula com a China

9 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

Pré-candidato defendeu proposta durante live para seguidores no dia seguinte à sua participação na audiência do Escritório do Representante de Comércio americano

Live de Flávio Bolsonaro sobre participação em audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos — Foto: Reprodução/YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propôs a criação de uma zona de livre comércio entre o Brasil e os Estados Unidos durante uma transmissão ao vivo pelo YouTube. Na ocasião, ele também relatou detalhes de sua participação ontem na audiência do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), organizada para a discussão da hipótese de um novo tarifaço, e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “lamber as botas da China”.

Durante a live, Flávio mencionou o Nafta, o antigo acordo de livre comércio da América do Norte, que, desde 2018, passou a ser denominado USMCA. O senador defendeu uma nova atualização do bloco comercial para a inclusão do Brasil e disse que, caso eleito, pretende levar a proposta através de sua “equipe técnica” para ser discutida junto ao governo americano.

— Ao invés do antigo NAFTA, a gente pode cortar essa letrinha “N” e passar a usar o Afta, o Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode sim se incluir. As nossas economias, EUA e Brasil, são complementares. A gente tem uma avenida de oportunidade para trazer investimentos americanos para cá — disse.

Na transmissão, o senador acusou a gestão Lula de “colocar a ideologia acima dos interesses do povo brasileiro” e, “a todo momento, taca pedra nos EUA e lambe as botas da China”. Flávio também afirmou que foi aos EUA para proteger o Brasil “das tarifas e do Lula” ao relatar sua participação na audiência de ontem.

Como mostrou o GLOBO, nos cinco minutos que teve para se pronunciar, Flávio fez um discurso político, com ataques ao governo e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pré-candidato teria reforçado o tom do dossiê de 86 páginas enviado anteriormente ao governo americano, em que dizia que havia um “erro de timing” na aplicação das novas tarifas aos produtos brasileiros, diante da proximidade da eleição presidencial.

Em paralelo, o parlamentar citou escândalos de corrupção no país, citando mensalão, o suposto envolvimento do filho do presidente Lula em fraudes relacionadas a descontos de beneficiários do INSS e o Banco Master. Flávio também teria defendido o Pix, atribuindo a criação a uma medida do governo Bolsonaro.



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