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Em novembro passado, escolhido para o STF faltou três audiências e justificou ausência com base em ‘ameaças de parlamentares’; outros titulares que deixaram o governo Com sua posse no Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para fevereiro, o ministro da Justiça, Flávio Dino, vive seus últimos dias na pasta. Com a Câmara dos Deputados em recesso, […]
Em novembro passado, escolhido para o STF faltou três audiências e justificou ausência com base em ‘ameaças de parlamentares’; outros titulares que deixaram o governo
Com sua posse no Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para fevereiro, o ministro da Justiça, Flávio Dino, vive seus últimos dias na pasta. Com a Câmara dos Deputados em recesso, Dino deixará seu cargo sem atender 47 pedidos de convocação que ainda estão em tramitação na Casa. No retorno das atividades legislativas, o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski já será o novo titular — e, ao que tudo indica, será convidado para ir na Comissão de Segurança Pública logo em seu primeiro mês de trabalho.
A maior parte dos requerimentos que ficarão em aberto (11) dizem respeito à ida de Luciane Barbosa Farias ao Ministério da Justiça no ano passado. Mais conhecida como “dama do tráfico”, Luciane é casada com o chefe do Comando Vermelho no Amazonas e, apesar de não ter se reunido com Dino na pasta, ocasionou uma das maiores crises de sua passagem pelo ministério.
Antes de Dino, outros três ministros deixaram o governo: Ana Moser (Esportes) e Gonçalves Dias (Gabinete Institucional de Segurança) não tinham nenhuma convocação em tramitação. Já Daniela Carneiro (Turismo) deixou duas em aberto.
No ano passado, o ministro da Justiça esteve no Congresso Nacional em várias audiências, mas faltou três reuniões que chegaram a ser marcadas. Na última, em novembro, Dino afirmou que sua ausência tinha como base ameaças de parlamentares.
“Destaca-se que as novas agressões, inclusive do presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, mostram um ambiente ainda mais perigoso à minha integridade física e moral, confirmando a justificativa anterior”, justificou em ofício enviado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).]

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