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Candidatas a senadoras por São Paulo entregaram declarações nesta semana ao TSE; adversários da direita também apliaram posses, mostram dados

As duas candidatas cadeiras no Senado por São Paulo que lideram as pesquisas de intenção de voto entregaram suas declarações de bens nesta semana no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reportaram ampliação de patrimônio nos últimos quatro anos.
Enquanto Marina Silva (Rede) indicou ampliação de 87% no patrimônio no período, Simone Tebet (MDB) mais do que triplicou suas posses, quando comparados os dados desta eleição com os da última, em 2022. As duas concorrem pela mesma chapa em São Paulo neste ano, com Fernando Haddad (PT) candidato a governador.
A candidata emedebista, ex-ministra do Planejamento e ex-senadora por Mato Grosso do Sul, tenta voltar agora ao Senado numa das duas vagas que abrem por São. Ela declarou possuir mais de R$ 10,6 milhões em 2026 contra R$ 2,3 milhões em 2022: um acréscimo de 275% no patrimônio, quando considerada a inflação do período (IPCA).
Segundo o comitê de campanha, a ampliação do valor se deve à movimentação de uma propriedade familiar em Alvorada do Sul (MS). “Essa somatória de R$ 8 milhões, de 2022 pra cá, refere-se a uma gleba adquirida pela família há quase 30 anos, que passou para o nome da candidata por meio de antecipação de herança feita pela mãe, que mantém o usufruto do imóvel”, afirmou a equipe de comunicação de Tebet em nota.
O restante do patrimônio da candidata a senadora está quase todo concentrado em imóveis em seu estado de origem. Em Três Lagoas (MS), onde Tebet foi prefeita, ela possui três terrenos, uma casa e um apartamento. Na capital Campo Grande (MS), são três apartamentos.
A candidata a senadora praticamente não declarou patrimônio em liquidez de contas bancárias e aplicações financeiras, valores que somam cerca de R$ 35 mil.
Veja abaixo a evolução patrimonial de Simone Tebet declarada ao TSE (valores não ajustados para inflação:
Disputando cadeira no Senado pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva é aquela com menor patrimônio entre os cinco favoritos de acordo com a primeira pesquisa Quaest. Ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora pelo Acre, a candidata possui R$ 274.503 em bens hoje, segundo sua declaração ao TSE.
O valor representa um ganho de 87% em relação à última eleição em 2022, quando descontada a inflação, mas Marina é quem teve menor acúmulo de posses. Quando considerado seu histórico de longo prazo comparado à inflação, na verdade, o patrimônio de Marina diminuiu 25% em 16 anos.
Estes foram os valores totais das declarações de bens entregues pela candidata ao TSE nas eleições que disputou:
Os bens da candidata se concentram hoje em uma casa em Rio Branco (R$ 60 mil), seis lotes de terra no Acre (R$ 41 mil) e depósito em poupança (R$ 91 mil).
Segundo o comitê de campanha de Marina, o crescimento patrimonial que ela teve entre 2022 e 2026, enquanto exerceu mandato como deputada federal, se deveu exclusivamente à sua receita obtida por trabalho e previdência.
“Em 2022 seus ganhos abrangiam a aposentadoria pública e renda obtida com palestras (menos de R$ 10 mil mensais no total). A partir de 2023 ela passou a receber subsídios da Câmara dos Deputados (hoje cerca de R$ 46 mil mensais). A sua empresa de palestras foi fechada assim que voltou a assumir um cargo público”, informou a equipe de comunicação da ex-senadora.
O TSE também divulgou os dados dos princiapais candidatos ao Senado por São Paulo no campo da direita: Ricardo Salles (Novo), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Todos tiveram ganho de patrimônio nos últimos 4 anos.
BS20260814163034.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/14/com-heranca-antecipada-da-mae-patrimonio-de-tebet-triplica-bens-de-marina-valorizam-87percent-em-4-anos.ghtml

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