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Trabalho, ainda em prévia, será publicado na revista científica npj vaccines

Medicamento ainda não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso comercial

Um memorando foi assinado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a MSD, nesta terça-feira (28), que pode permitir a produção nacional de um comprimido mensal para prevenção do HIV. O medicamento, chamado alimatravir, está em desenvolvimento pela farmacêutica americana e ainda não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso comercial.
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O alimatravir é uma nova possibilidade de profilaxia pré-exposição (PrEP) de longa duração. O fármaco está atualmente em análise feita por estudos clínicos de fase 3 e tem como principal diferencial o uso mensal. Hoje, já existe uma PrEP oral disponível, inclusive no SUS, que reduz o risco de infecção a quase zero, mas que envolve comprimidos diários, o que dificulta a adesão.
Caso o novo medicamento seja aprovado, o memorando abre caminho para avaliar possíveis alternativas de cooperação entre a MSD e a Fiocruz. Uma delas é um acordo de transferência de tecnologia, o que permitira a produção do medicamento no Brasil antes do período da patente chegar ao fim, o que leva anos. O principal benefício seria conseguir valores mais acessíveis para o remédio, especialmente no cenário de uma possível oferta no SUS.
“Este Memorando de Entendimentos com a Fiocruz representa um passo importante para avaliar caminhos que, no futuro, possam permitir que os benefícios de novas tecnologias de prevenção cheguem à população do Brasil e da América Latina, desde que os estudos clínicos de Fase 3 confirmem a segurança e a eficácia do alimatravir (MK-8527) e que o medicamento obtenha as aprovações regulatórias aplicáveis. Nosso objetivo é contribuir para ampliar as opções de prevenção e apoiar os esforços do Brasil no combate ao HIV”, afirma Renan Ozyerli, diretor geral da MSD, em nota.
Na última sexta-feira, a MSD também anunciou a assinatura de sete acordos de licenciamento voluntário para a produção e venda de genéricos do alimatravir em 129 países de renda baixa e média de regiões que respondem pela maior parte das novas infecções pelo HIV no mundo, especialmente na África Subsaariana. A América Latina ficou de fora.
Além do comprimido mensal, há outras alternativas novas de PrEP de longa duração sendo desenvolvidas, como as injetáveis. É o caso do cabotegravir, da GSK/ViiV Healthcare, que demanda uma aplicação a cada dois meses, e do lenacapavir, da Gilead Sciences, que envolve uma dose a cada seis meses. Ambos foram aprovados pela Anvisa nos últimos anos.
A Fiocruz também assinou, em maio do ano passado, um memorando de entendimento com a Gilead para “avaliar alternativas de cooperação, incluindo o potencial de uma futura transferência de tecnologia com fabricação local”, segundo disse o laboratório em nota na época.
Além disso, a fundação deu início a um estudo em 7 cidades brasileiras para avaliar a viabilidade da implementação do lenacapavir no SUS. São elas: Rio de Janeiro (RJ); Nova Iguaçu (RJ); São Paulo (SP); Campinas (SP); Salvador (BA); Florianópolis (SC) e Manaus (AM).
Já nesta segunda-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que encaminhou uma proposta de incorporação do cabotegravir na rede pública à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisará o pedido em agosto.
A comissão analisa as evidências sobre segurança, eficácia e custo-efetividade do tratamento e recomenda, ou não, a inclusão. Ao fim, quem dá a palavra final é o Ministério da Saúde.
BS20260728131818.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/07/28/hiv-fiocruz-e-msd-assinam-acordo-que-pode-levar-a-producao-nacional-de-comprimido-por-mes-que-previne-a-infeccao.ghtml

Trabalho, ainda em prévia, será publicado na revista científica npj vaccines

Artigo foi publicado na Nature Mental Health nesta terça-feira

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