
Ministério da Fazenda prorroga subsídio de R$ 2,12 por litro do diesel por mais 30 dias
Medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União
Com resultado, Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses ficou em 4,64%

Os preços ao consumidor brasileiro perderam força ao subir 0,16% em junho, ante alta de 0,58% em maio, apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (dia 10). Analistas do mercado estimavam alta em torno de 0,31% em junho, segundo mediana das projeções de 27 consultorias e instituições financeiras reunidas pelo Valor Data.
A queda de 0,25% do grupo Alimentação e bebidas, que tem peso importante no orçamento das famílias, foi o que ajudou a compensar a pressão trazida pelo grupo Habitação, que subiu 0,63%, puxado por aumentos na conta de luz. Por isso, o resultado abaixo das projeções.
A conta de luz continuou pressionando a inflação em junho, mas com menos força do que no mês anterior. A alta da energia elétrica residencial desacelerou de 3,67% em maio para 1,53%. O avanço reflete a manutenção da bandeira tarifária amarela, além de reajustes aplicados por distribuidoras em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte e da retomada de um reajuste nas tarifas de uma concessionária do Rio.
Para os próximos meses, o comportamento da inflação deve refletir forças em sentidos opostos. Em agosto, o preço da energia deve ter um alívio com a entrada do bônus de Itaipu nas contas de luz. Já os alimentos podem voltar a pressionar o índice caso se confirme a formação do El Niño no segundo semestre.
Meteorologistas do Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), espera que o fenômeno seja um dos mais fortes em mais de 75 anos.
O grupo Alimentação e bebidas teve a primeira queda desde novembro do ano passado e a maior desde setembro. A alimentação no domicílio, que reúne os produtos consumidos dentro de casa e responde pela maior parte do grupo, caiu 0,39%, após alta de 1,65% em maio.
Tiveram queda os preços do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas, destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).
O resultado fez o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) acumulado em 12 meses ficar em 4,64%, abaixo dos 4,72% dos 12 meses imediatamente anteriores.
Embora a indique uma perda de fôlego da inflação, o índice segue acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 3%, com tolerância até 4,5%, o que ainda limita o espaço para uma postura mais branda da política monetária.
BS20260710122750.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/07/ibge-inflacao-desacelera-para-016percent-em-junho.ghtml

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