POLÍTICA

Janja diz que deseja ter ‘vida de mulher casada’ com Lula e descarta disputar eleições: ‘Não sou candidata a nada’

14 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

Primeira-dama afirmou que, caso o presidente seja reeleito, o objetivo após o término do mandato é viver ‘vida de um casal normal’

Primeira-dama Janja da Silva — Foto: Claudio Kbene/PR

A primeira-dama Janja da Silva afirmou, nesta segunda-feira, que não possui a pretensão de disputar cargos políticos nas eleições. A declaração ocorreu após ela ser questionada sobre a possibilidade de ser a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— Não sou candidata a nada, não pretendo ser. Eu acho que meu marido tem uma responsabilidade, agora, de conduzir o país nessas próximas eleições e, se tudo der certo, ter mais quatro anos de mandato — afirmou Janja, em entrevista concedida à “Folha de São Paulo” e ao UOL.

Segundo a primeira-dama, o objetivo após 2030, caso Lula seja reeleito, é aproveitar uma rotina “de mulher casada” ao lado do marido. Ela afirma que, devido aos compromissos do petista, sequer é possível “viver uma vida normal”.

— Depois, eu quero realmente viver minha vida de mulher casada, de a gente poder viajar tranquilo — disse. — A gente não viveu ainda. A gente não teve lua de mel, não viveu uma vida normal de um casal normal — completou.

Janja também rejeitou a percepção de que o campo progressista e o PT ficarão sem candidaturas fortes após Lula. De acordo com ela, contudo, a responsabilidade de construir um novo nome é de responsabilidade também do partido, e não só do presidente.

—Acho que é o partido que tem a responsabilidade, também, de construir esse nome, porque essa coisa da responsabilidade fica muito no colo do presidente Lula. Acho que o partido tem uma responsabilidade de construir esse nome para o futuro — avaliou Janja.

Críticas sobre viagens

Na mesma entrevista, Janja defendeu que as críticas que a qualificam como “gastadeira” são “misoginia”. A esposa do presidente se referia às viagens internacionais que fez ao longo do governo e explicou a necessidade de embarcar dias antes do marido em roteiros para o exterior.

— Procuro me hospedar em embaixada, por questão de segurança e logística mais tranquila. Viajo de executiva por questão de segurança e não viajo de econômica por alguns regramentos que tenho que seguir. Eu respondo com trabalho que eu faço, sei o que estou fazendo e como estou fazendo. Essa questão da gastadeira é exemplo da misoginia pura que surfa nas redes sociais — disse.

Janja tem um gabinete no Palácio do Planalto e passou a ter a agenda divulgada diariamente após críticas de falta de transparência. Ao avaliar a própria função no governo, afirmou que é a primeira vez que o Brasil tem uma primeira-dama que trabalha “efetivamente” e que as pessoas “não estavam acostumados com isso”:

— Fizemos uma normativa há dois anos, regulamentou algumas questões internas e para ficar mais transparente. A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente, vou todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade e a imprensa não estavam acostumados com isso — afirmou.



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