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Evitar coçar os olhos e ter uma rotina de consultas com o oftalmologista são formas de prevenção da doença O Junho Violeta é uma campanha focada em conscientizar a população sobre o ceratocone e chamar a atenção para a prevenção da doença ocular que danifica a estrutura da córnea e, sem o tratamento necessário, pode levar à […]
Evitar coçar os olhos e ter uma rotina de consultas com o oftalmologista são formas de prevenção da doença
O Junho Violeta é uma campanha focada em conscientizar a população sobre o ceratocone e chamar a atenção para a prevenção da doença ocular que danifica a estrutura da córnea e, sem o tratamento necessário, pode levar à cegueira.

Foto//Divulgação
Um dos principais focos da campanha é alertar a população sobre o risco de coçar excessivamente os olhos, um dos principais comportamentos de risco para o desenvolvimento do quadro. E, também, lembrar como é importante manter uma rotina de consultas com um oftalmologista, para detectar essa e outras doenças em seus estágios iniciais.
“É muito importante discutir este tema para fazer o diagnóstico precoce, pois o ceratocone leva à diminuição progressiva da acuidade visual. Não existe prevenção porque a causa ainda é desconhecida, mas o ato de coçar os olhos pode provocar piora do ceratocone”, explica Alcione Tristão, Referência Técnica Assistencial (RTA) de Oftalmologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
“O ceratocone leva à diminuição progressiva da acuidade visual. Não existe prevenção porque a causa ainda é desconhecida, mas o ato de coçar os olhos pode provocar piora da doença”Alcione Tristão, Referência Técnica Assistencial (RTA) de Oftalmologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
Embora não tenha cura, a doença possui tratamento. Por isso, é importante o diagnóstico precoce para evitar a sua progressão. Em casos iniciais, o uso de óculos é suficiente para a melhora da visão. Mas, em situações mais avançadas, pode ser necessária uma lente de contato rígida ou até mesmo o transplante de córnea.
Após a suspeita em uma consulta de rotina com o oftalmologista, o paciente deverá realizar alguns exames, como topografia da córnea e paquimetria, para confirmar o diagnóstico do ceratocone.

“Há quatro formas de tratamento do ceratocone: o uso de óculos ou lente de contato rígida, Crosslink, Anel de Ferrara e transplante de córnea nos casos mais avançados. Vale lembrar que o Crosslink, o Anel de Ferrara e a lente de contato rígida são realizados somente na rede privada”, informa.
O ceratocone leva ao aumento excessivo da curvatura da córnea, deixando-a fina e irregular. Entre os sintomas estão a diminuição da acuidade visual (visão embaçada), maior sensibilidade à luz, aumento da miopia e astigmatismo.
Hoje, os pacientes da rede pública diagnosticados com a doença são encaminhados para atendimento nos ambulatórios de córnea e são agendados pelo sistema de regulação. Os hospitais que possuem esse atendimento especializado são os hospitais regionais de Taguatinga e da Asa Norte (Hran), além do Hospital de Base (HBDF), que é o único que realiza o transplante de córneas.
Entenda
O ceratocone é a distrofia mais comum da córnea e afeta uma em cada duas mil pessoas, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. A doença costuma surgir entre os 13 e os 18 anos e tende a se estabilizar aos 35. No Brasil, estima-se que a doença afete cerca de 150 mil pessoas. Geralmente atinge os dois olhos de maneira assimétrica, afetando mais um olho do que o outro.
O uso abusivo de telas eletrônicas e alergias podem causar prurido (coceira) e o ato de
esfregar os olhos pode ser um gatilho para o desenvolvimento do ceratocone.
*Com informações da Secretaria de Saúde

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