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Para atender exigência do presidente, Macaé Evaristo aceitou abrir mão de disputar novo mandato de deputada estadual em 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir na tarde segunda-feira com a deputada estadual de Minas pelo PT Macaé Evaristo, considerada favorita para assumir o Ministérios dos Direitos Humanos no lugar de Silvio Almeida, demitido na última sexta-feira após ser alvo de denúncias de assédio sexual.
Em conversa sobre o assunto com a presidente do PT,. Gleisi Hoffmann, na manhã de domingo, no Palácio da Alvorada, Lula deixou claro que quer à frente do ministério uma pessoa que esteja disposta a ficar no cargo até o fim de seu mandato, em dezembro de 2026.
Em um primeiro momento, a exigência criou um impasse para a escolha de Macaé, já que ela planejava disputar um novo mandato de deputada estadual daqui a dois anos. Para concorrer, a petista teria que deixar o cargo no governo federal no começo de abril de 2026.
Porém, na noite de domingo, Macaé reviu a sua posição e disse a aliados que aceitaria abrir mão de tentar renovar o seu mandato para poder ser ministra.
Lula disse a ministros do seu governo ter a intenção de escolher uma mulher negra para o Ministério dos Direitos Humanos, requisitos que Macaé preenche. Uma pessoa com esse perfil para o ministério seria uma forma de responder à crise provocada pelo episódio da demissão de Almeida, alvo de denúncias de assédio sexual, o que ele nega.
Macaé Evaristo é professora, foi secretária municipal de Educação em Belo Horizonte entre 2005 e 2012 nas gestões de Fernando Pimentel (PT) e Márcio Lacerda (PSB). Entre 2013 e 2014, ocupou a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, período em que a pasta esteve sob o comando de Aloizio Mercadante e José Henrique Paim. Em seguida, quando Pimentel governou Minas entre 2015 e 2018, Macaé assumiu a Secretaria de Educação. Em 2020, foi eleita vereadora em Belo Horizonte e em 2022 deputada estadual. Durante a transição dos governos Jair Bolsonaro e Lula, fez parte parte do grupo de trabalho da educação.
Caso a indicação se confirme, o PT ampliaria o seu espaço no governo. O partido ficaria com 13 das 39 pastas sob o seu comando. Almeida não tinha filiação partidária.
A pasta dos Direitos Humanos vem sendo comandada interinamente pela ministra da Gestão, Esther Dweck.

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