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Campanha petista vai mirar na perda de credibilidade do senador, explorando contradições na conduta de Flavio Bolsonaro

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai explorar a rejeição a Flávio Bolsonaro, que chegou a 57%, segundo a pesquisa Quaest, com novos ataques que miram a relação do adversário com o caso Master e os desgastes provocados pela briga dele com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Aliados de Lula, por outro lado, identificaram um ponto de atenção no dado que aponta que 37% dos eleitores veem impacto negativo na campanha das investigações envolvendo o ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner e o caso Master.
A rejeição a Flávio era de 52% em abril, antes da sucessão de crises no seu entorno, e aliados de Lula atribuem o aumento aos desgastes. A estratégia petista vai mirar nas contradições de Flávio na relação com Banco Master, mostrando que o senador acusa adversários de envolvimento com banco, enquanto é “amigo” de Daniel Vorcaro. A briga com Michelle Bolsonaro também será usada para desgastá-lo, com o argumento de que defende valores cristãos, mas briga com a própria família, com ataques à madrasta, que é mãe de sua irmã mais nova. A mesma linha será usada para contrapor a defesa de Flávio sobre segurança pública: defende rigor no tema, mas tem aliados políticos com supostas ligações com crime organizado.
A conduta de “vai e volta” de Flávio Bolsonaro sobre temas ditará o ritmo dos ataques até o registro da candidatura do presidenciável do PL. Depois, petistas prometem aumentar a artilharia contra ele e tentar ampliar a distância do senador para Lula. A pesquisa mostra que cenário de segundo turno, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do senador.
Sobre a demonstração de que a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, atinge a campanha, a avaliação é que o levantamento identificou perda de voto para Lula e que a distância do episódio até a data da eleição pode ajudar a dissolver o assunto.
Aliados de Lula apontam que, diante da pergunta de que se a operação prejudica o presidente, é natural que um terço das pessoas avaliem que sim. A aposta, porém, é que isso pode não se traduzir em desgaste direto a Lula nas próximas semanas.
A três meses da eleição, o levantamento mostra que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam. Trata-se da primeira vez, desde dezembro de 2024, que o índice positivo é numericamente superior. Já a rejeição de Lula recuou três pontos entre junho e julho (53% a 50%).
Petistas veem claro efeito do pacotão de bondades do governo empreendido nos últimos meses, como o Desenrola 2.0, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, fim da Taxa das Blusinhas e ampliação de crédito.

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