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Moradora do DF, Alice Correia foi alfabetizada durante a pandemia e consegue ler, em média, cem livros por mês Uma menina de 6 anos moradora do Distrito Federal surpreendeu a comunidade escolar após ler 336 livros indicados pela escola em oito meses, entre março e outubro deste ano. Alice Correia é aluna do 1º ano […]
Moradora do DF, Alice Correia foi alfabetizada durante a pandemia e consegue ler, em média, cem livros por mês
Uma menina de 6 anos moradora do Distrito Federal surpreendeu a comunidade escolar após ler 336 livros indicados pela escola em oito meses, entre março e outubro deste ano. Alice Correia é aluna do 1º ano do ensino fundamental da Escola Arara Azul, em Águas Claras, e foi homenageada com o prêmio Super Leitor, na última quarta-feira (10).

ESCOLA ARARA AZUL/DIVULGAÇÃO
O hábito de ler está na vida de Alice desde muito cedo. A mãe da menina, Aline Correia, 40 anos, conta que a garota desenvolveu o gosto pela leitura naturalmente, como uma brincadeira. “Nós temos o hábito da leitura em casa e lemos para Alice desde que ela estava na barriga. Desde bebê, ela gosta de folhear os livros, ouvir contação e inventar também a própria história”, diz a mãe da pequena.
“A leitura é algo natural para ela, não é nada extraordinário. Ela aprendeu a ler na época certa, com a ajuda dos professores. Ela apenas gosta de ler, mas isso faz parte da nossa rotina. Foi surpreendente saber que ela foi a criança que mais leu na escola”, completa o pai de Alice, o bancário Matheus Magalhães.
Por causa da pandemia, Alice foi alfabetizada durante as aulas online. Foi aí que ganhou independência para ler sozinha. A família da menina estima que ela já tenha lido mais que os 336 livros contabilizados pela escola. Isso porque, além dos títulos disponibilizados pelo colégio e comprados em livrarias, Alice é assinante de dois clubes de leitura, lê no leitor digital do pai e escuta podcasts de contação de histórias. A família da menina calcula que ela leia mais de cem livros por mês.
“Ziraldo é meu autor favorito, ele criou o Menino Maluquinho. E Monteiro Lobato escreveu o meu livro favorito, Reinações de Narizinho”, afirma a menina, que não se contenta em saber só sobre livros, mas também quer conhecer os autores das histórias. Em maio deste ano, ela pediu à mãe que enviasse uma mensagem a Ziraldo nas redes sociais do escritor e, vez ou outra, pergunta se o recado foi respondido. “Ela queria muito falar com Ziraldo, mandei a mensagem e estamos esperando há uns meses, ela fica ansiosa, mas eu explico que ele é muito ocupado”, diz a mãe.
Apesar de Alice ter sido reconhecida na escola por ter o hábito de ler, os pais da menina destacam que ela tem outras brincadeiras favoritas além da leitura. “Alice é uma menina normal, gosta de assistir à tevê, jogar videogame e brincar de boneca. Ela é só uma criança que desenvolveu o gosto pela leitura.”
O projeto literário que premiou Alice tem o objetivo de incentivar a formação de leitores, estreitar a parceria família e escola, e desenvolver a capacidade de produção de texto. Cerca de 240 alunos do ensino fundamental de 6 a 10 anos participaram da disputa. Além de Alice, foram homenageados outros alunos que se destacaram no projeto. Cauã Dantes, Vinicius de Souza Sales, Miguel Viana e Victor Lira leram de 70 a 120 livros. Os três primeiros colocados receberam um troféu e um certificado da escola.
Segundo a última pesquisa Retratos da Literatura no Brasil, do Instituto Pró-ivro (IPL), 52% da população é considerada leitora no país. No Distrito Federal, a porcentagem também é de 50%, o que equivale a 1,4 milhão de habitantes. Desses, 51% são mulheres e 29% crianças de 5 a 17 anos. Ainda de acordo com o levantamento, os professores são os principais influenciadores pelo gosto da leitura (11%), seguidos por mães (8%) e pais (4%).
Fonte: BRASÍLIA | Hellen Leite, do R7, em Brasília

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