
Ministério da Fazenda prorroga subsídio de R$ 2,12 por litro do diesel por mais 30 dias
Medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União
Ele afirmou que houve uma rodada de conversa com técnicos nesta terça-feira e que a expectativa é de novas reuniões técnicas ainda nesta semana

O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira que apesar da proximidade do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para aplicar novas tarifas a produtos nacionais, o Brasil não sairá da mesa de negociações para tentar reverter a medida. Segundo ele, uma nova reunião entre a equipe técnica do Brasil que está em Washington e integrantes do Escritório de Representação do Comércio americano (USTR, na sigla em inglês), durante intervalo nas audiências que estão ocorrendo no âmbito da investigação aberta com base na Seção 301.
— Foi uma conversa bastante proveitosa, de natureza técnica. Nós dividimos as discussões em tópicos e hoje nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito ao governo norte-americano, para que tenhamos uma atuação integrada, (abordando) o combate ao crime transnacional, ao crime organizado. Há um reconhecimento de que é possível avançarmos nesse ponto — disse o ministro.
O USTR concluiu em junho a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. A medida foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite ao governo americano apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA e adotar sanções contra países-alvo.
A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prazo legal para definição e eventual aplicação das medidas corretivas termina em 15 de julho de 2026.
Ao ser indagado sobre a atuação do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que está em viagem aos Estados Unidos e busca reverter o tarifaço, Márcio Elias afirmou que o Brasil não pretende incluir a questão política nas negociações com os americanos.— Não há espaço para discussão de natureza político, eleitoral, egoística, ou qualquer outro interesse que não seja o interesse do Brasil, a defesa da soberania e a defesa dos reais interesses do do Brasi
Rosa mencionou ainda que representantes de setores afetados que estão nos Estados Unido tratando do tema estiveram antes com autoridades do governo brasileiro.
— Setores produtivos brasileiros que estão presentes na audiência pública, estiveram conosco antes e mesmo hoje eu conversei com alguns que estão lá. Então, nós temos alguns setores produtivos presentes que foram defender a posição brasileira, defender os interesses do Brasil e tem obviamente dialogado conosco. Avaliamos isso como muito positivo — destacou o ministro.
Indagado sobre eventual concessão ao governo americano no setor do etanol, aventada por Flávio Bolsonaro, o ministro disse que o tema não pode ser tratado nessa negociação. Ele lembrou que o açúcar brasileiro é sobretaxado nos Estados Unidos e que a discussão deve envolver toda a cadeia produtiva.
— Uma pena que algumas pessoas pensem de outro modo e queiram estabelecer um regime paritário entre o etanol brasileiro e etanol americano, para que o etanol americano ente no país com facilidade. O Brasil vem negociando esse tema com muito cuidado. Esse é um setor muito importante, sobretudo no Nordeste do país. Eventualmente, a abertura do mercado ao etanol norte-americano colocaria em risco sobretudo a produção do etanol no Nordeste do país — disse o ministro.

Medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União

Nova fase de programa prevê desconto de até 90% nos débitos

Medida anunciada pelo governo atinge apostas esportivas e jogos online

MP diz que plataformas ficarão fora do ar e proíbe novos depósitos