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Polícia Federal questiona lastro financeiro de parlametar para o envio de recursos para a produtora
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A Polícia Federal identificou repasses do deputado federal Mario Frias (PL-SP) e de uma empresa para a produtora Go Up, responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o relatório entregue ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, os investigadores identificaram o envio de R$ 645 mil pelo parlamentar e de outros R$ 755 mil pela empresa NTT, ligada a um dos empresários suspeitos.
O órgão destacou o valor da transferência feita por Frias, questionando a origem dos recursos, já que o parlamentar recebe R$ 44 mil por mês como deputado federal.
“Destaca-se, ainda, o envio de R$ 645.400,00 para a Go Up pelo próprio Deputado Federal Mario Frias, cujos rendimentos mensais alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências feitas para a pessoa jurídica de Karina Gama no curto espaço de menos de sessenta dias”, afirmou a PF.
O repasse feito pela NTT foi ligado ao montante que outras empresas investigadas receberam do ICB, ONG que recebeu emenda parlamentar de Mário Frias. A empresa pertence a Heric Dias e pertence ao mesmo grupo empresarial, segundo a PF, das empresas Dinâmica Editora e Instituto Super Poder Educacional, subcontratadas pela ONG por R$ 700 mil.
“No que concerne ao presente caso, como já se destacou em tópico próprio, tais fatos se tornam relevantes na medida em que, no mesmo período, a NTT Brasil de Heric Dias enviou R$ 750.000,00 para a Go Up Entertainment, valor quase que exatamente correspondente aos R$ 700.000,00 que a Dinâmica Editora e o Instituto Super Poder Educacional, do mesmo grupo empresarial, receberam do ICB no escopo do Termo de Fomento n.º 971232, cujo objeto somente veio a ter tentativas de execução em 2026, portanto, após o período ora tratado”, afirmou a PF.
O deputado federal Mário Frias e outros envolvidos foram alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira para investigar o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação mira o suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra. Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025.
Em outra investigação, a Polícia Federal também apura o envio de recursos para um fundo de investimentos nos Estados Unidos pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
BS20260910151819.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/09/10/pf-diz-que-mario-frias-e-empresa-ligada-a-esquema-enviaram-r-13-milhao-para-produtora-de-dark-horse.ghtml

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