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Produção estreia nesta quinta-feira com todos os oito episódios disponíveis na plataforma

Empoderamento é a palavra que sintetiza “Verônika com K”, nova série do Globoplay. A produção, que tem todos os seus oito episódios disponíveis a partir de hoje na plataforma, mostra os dilemas da protagonista homônima, interpretada por Roberta Rodrigues. Verônika é uma poderosa advogada que saiu da fictícia favela de São Jerônimo após uma tragédia e que teve no asfalto tudo aquilo que sonhou depois de subir na vida rapidamente. A atriz comemora o fato de a série ter personagens pretos em destaque.
— Fazer Verônika foi transformador pra mim. O público vai poder ver pessoas pretas em lugares que ninguém nunca imaginou. Tem uma família preta de três mulheres muito poderosas, que sentam à mesa para tomar café da manhã com morangos. É a imagem que a maioria de nós sonhou. É revolucionário! — diz.
Com quase 25 anos de carreira, e muitas personagens na televisão e no cinema, Roberta faz na série sua estreia como protagonista.
— Eu vinha mostrando há mais de 20 anos que podiam acreditar em mim. Eu sabia que era capaz de fazer um papel principal. Ao mesmo tempo, não conseguia nem falar sobre isso. Hoje eu tomo posse do protagonismo, um lugar meu de direito, que também é de tantas outras atrizes pretas — afirma.
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Assim como Verônika, que foi criada numa favela, Roberta veio da comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Ela deu seus primeiros passos como atriz no grupo Nós do Morro, até ficar conhecida ao interpretar Berenice no filme “Cidade de Deus” (2002).
— A gente tem que sonhar, acreditar e entender qual é o sentido dessa existência. Para a galera, eu sempre fui a destemida, a maluquinha. Mas é porque eu acredito em mim mesma. Sempre consegui enxergar tudo o que eu queria conquistar — afirma, emocionada: — Não importa o que as pessoas falem, confie em você e no seu potencial. A arte é transformadora. Foi isso que eu aprendi no Vidigal.
Com a série, Roberta quer servir de inspiração para outras meninas semelhantes a ela:
— A comunidade mora em mim. Isso não é motivo de vergonha, ao contrário, é meu orgulho. Verônika vai chegar empoderando muitas mulheres de periferia. Essa é a mensagem da personagem para todas.
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Nas audiências em tribunais, Verônika costuma evocar uma frase em suas defesas: “Ninguém é culpado, até que se prove o contrário.” Mas ela mexe no vespeiro ao confrontar poderosos. Sua carreira e sua vida pessoal sofrem um abalo quando seu mentor, Schneider (Marcelo Torreão), é preso. E sua reputação é colocada em xeque quando ela recebe uma proposta para defender o traficante Rod (Dhério Chagas), seu amor da adolescência.
O que chama atenção de Roberta na série é que sua personagem é uma mulher determinada, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
— O que mais me instiga é que Verônika não desiste, ela vai em busca do que quer e segue. Sendo uma mulher no meio jurídico, que é tão machista, em nenhum momento ela se coloca para baixo, nunca deixa de ser ela — analisa a atriz, que afirma viver uma fase empoderada.
Na última terça-feira (20, dia desta entrevista), a carioca completou 45 anos. Segundo ela, sem crises:
— Estou me sentindo muito poderosa, inteira e plena. Eu estudei, batalhei. E meus pais me educaram para que eu pudesse ser uma pessoa de bem e fazer o que mais amo.
BS20261022030100.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/10/roberta-rodrigues-vive-sua-primeira-protagonista-em-veronika-com-k-nova-serie-do-globoplay-meu-lugar-de-direito.ghtml

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