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O estado de São Paulo confirmou 16 casos de sarampo em 2026

Pessoas de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo devem se vacinar contra o sarampo mesmo com dose prévia da vacina tríplice viral, segundo nova recomendação do Ministério da Saúde. A pasta identificou uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus de fora do país nessas localidades.
Até o momento, o estado de São Paulo confirmou 16 casos de sarampo em 2026. Atualmente, há um surto ativo com 13 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Neste neceário, o público alvo da campanha é de 6 meses a 59 anos, que poderão se vacinar durante a Campanha de Multivacinação, entre 3 de agosto e 1º de setembro.
Os outros 642 municípios paulistas terão uma campanha voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos.
O sarampo é uma das doenças virais mais contagiosas do mundo e pode ser letal, especialmente entre crianças não vacinadas. No entanto, ele pode ser evitado com a tríplice viral, que previne ainda rubéola e caxumba. No Brasil, a primeira dose é orientada aos 12 meses, e a segunda aos 15. O país oferece ainda a proteção de forma gratuita para pessoas mais velhas que não tenham sido vacinadas na infância.
A vacina contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.
Se os casos registrados no Brasil preocupam, nos Estados Unidos, o cenário é alarmante. Até o dia 21 de julho, o país registrou 2.295 casos de sarampo, de acordo com dados do U.S. Measles Tracker, monitoramento da Universidade John Hopkins. O número leva 2026 a ultrapassar, em pouco mais de seis meses, as 2.289 infecções notificadas em todo o ano de 2025. Além disso, faz com que o ano atual bata o recorde de mais infecções em 35 anos com o maior número de casos desde 1991.
Especialistas afirmam que os EUA devem perder o certificado de eliminação do sarampo, obtido em 2000 após o país não registrar surtos ativos do vírus por mais de 12 meses. A Região das Américas, que tinha sido a primeira a obter o status no mundo, perdeu o certificado no ano passado, quando o Canadá voltou a registrar transmissão endêmica do patógeno. Agora, EUA e México também serão reavaliados.
Segundo William Moss, diretor-executivo do Centro Internacional de Acesso a Vacinas da John Hopkins, foi a alta cobertura vacinal que proporcionou a eliminação do sarampo dos países, e é justamente a sua queda que tem levado à reintrodução do vírus pelo continente:
“A alta cobertura vacinal protegeu até mesmo aqueles que não foram vacinados ou que receberam vacinação incompleta devido à proteção coletiva, mantendo o sarampo sob controle nas últimas décadas. Mas, em comunidades com bolsões de indivíduos suscetíveis em uma ampla faixa etária, o sarampo conseguiu se estabelecer, infectando aqueles que são suscetíveis e se espalhando rapidamente”.
Praticamente todos os casos confirmados de sarampo nos EUA desde o início de 2025 (95%) ocorreram entre pessoas não vacinadas ou com imunização incompleta. Moss lembra que as vacinas “são extremamente seguras e eficazes” e “a melhor maneira de se proteger contra a doença.”
BS20260804124039.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/08/04/sarampo-quem-deve-se-revacinar-em-sao-paulo.ghtml

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares

Pacientes foram diagnosticados na capital e em mais duas cidades

Objetivo é traçar metas para eliminar a doença até 2030

Trabalho foi publicado na revista científica Nature Neuroscience
