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Seleção brasileira feminina de vôlei garante vaga para a Olimpíada de Los Angeles-2028 ao vencer Sul-americano

14 de setembro, 2026 | Por: Agência O Globo

Time de Zé Roberto fez 3 a 0 contra a Argentina, no Maracanãzinho lotado; agora é a vez do masculino

Brasil comemora ponto contra a Argentina, pelo Sul-americano de 2026
Brasil comemora ponto contra a Argentina, pelo Sul-americano de 2026 — Foto: Wallace Teixeira/FV Imagem/CBV

A seleção brasileira feminina de vôlei está garantida na Olimpíada de Los Angeles, em 2028. Neste domingo, o Brasil venceu a Argentina por 3 a 0 (26/24, 25/19 e 25/16) e conquistou o título do Sul-Americano, no Maracanãzinho, e a vaga para os próximos Jogos. O ginásio estava lotado e a torcida fez festa durante toda a partida.

O Brasil se junta à Turquia (Europa), Egito (África), Tailândia (Ásia) e Canadá (América do Norte e Central) entre as equipes já classificadas para o torneio feminino de vôlei de Los Angeles.

Com a vitória, o Brasil encerrou o torneio invicto e na liderança, com 15 pontos. A capitã Gabi foi a maior pontuadora do Brasil, com 13 pontos, na decisão. Na sua cola, apareceu a ponteira Julia Bergmann, com 12, e a oposta Tainara, com 11.

No pódio, as brasileiras usaram óculos com os aros olímpicos e tiveram a companhia de Rosamaria, de muletas (se machucou durante a competição). O público gritou o nome do técnico José Roberto Guimarães.

A comemoração se estendeu à seleção do campeonato: o Brasil esteve representado por Roberta (levantadora) e Ana Cristina (ponteira). E Gabi foi eleita a MVP do torneio.

— Ter a vaga para a Olimpíada agora vai nos dar liberdade a mais para trabalhar naquilo que a gente precisa, com calma, e também dar a nova geração mais oportunidades. Como o calendário é sempre puxado, entre clube e seleção, isso será fundamental — comemorou Ana Cristina, que se apresentou à seleção este ano buscando a melhor forma física, após cirurgia no joelho — Ainda estou em busca da minha melhor forma, estou longe. É um processo. E ter vencido o Sul-americano, ter conseguido a vaga para a Olimpíada e ainda estar na seleção do campeonato, para mim, é muito especial. O ano não foi fácil e tudo isso corou o trabalho.

As demais premiadas foram Bianca Cugno (oposta da Argentina), Ana Karina Olaya (ponteira da Colômbia), Alejandra Arguello (central da Venezuela), Candelaria Herrera (central a Argentina) e Maria Pelozo (líbero, da Argentina).

O torneio continental foi a primeira seletiva olímpica para o Brasil, que agora terá mais tranquilidade para a preparação. O vôlei feminino do Brasil foi medalhista de bronze na última edição, em Paris-2024.

As outras classificatórias serão a Copa do Mundo (dará mais três vagas) e as últimas vagas serão distribuídas de acordo com o ranking mundial em junho de 2028. Argentina e Colômbia, segunda e terceira colocadas no Sul-Americano, garantiram vaga neste Mundial.

Além da vaga olímpica, a principal meta do Brasil nesta temporada, o saldo do torneio também é positivo por conta da performance de atletas como Luzia e Lorena, no meio de rede, e Sabrina como oposta, que ganhou a vaga após a contusão de Rosamaria. Na partida deste domingo, foi Tainara que atuou como oposta e foi muito bem.

Gabi voltou aos jogos após se recuperar de dores na lombar e foi bonito de ver a vibração da capitã em quadra. E ainda teve a chegada da levantadora Vivian, no lugar de Macris, grávida.

Tainara vibra contra a Argentina: torneio sul-americano deu vaga olímpica para Los Angeles — Foto: Wallace Teixeira/FV Imagem/CBV
Tainara vibra contra a Argentina: torneio sul-americano deu vaga olímpica para Los Angeles — Foto: Wallace Teixeira/FV Imagem/CBV

— Eu achei que não ia conseguir jogar. Duvidei mesmo, não esperava. Era mais dúvida do que alguma possibilidade. E tinha essa conversa que se eu jogasse seria muito pouco. Foi uma vitória pessoal. Corri atrás do tempo e por isso me emocionei. Não faltou disciplina, hora de dormir, pesando alimento, contando caloria, não faltou nada — declarou Gabi, que comentou sobre a premiação pessoal — Eu merecia ser MVP por tudo o que aconteceu, pela reviravolta, mas a Nyeme fez um campeonato maravilhoso e poderia ser também, como outras.

Gabi não atuou pela Liga das Nações, ficou sem jogar por cerca de quatro meses. Ela lembrou que outras atletas tiveram contusões e não chegaram na decisão. Citou Julia Kudiess (teve de operar o joelho) e Rosamaria (machucou no Sul-americano).

— Por isso, um mix de sensações quando estava no pódio, ouvindo o hino. A última vez que tinha subido ao pódio e escutado o hino foi em um Sul-americano e desta vez mexeu mais com as minhas emoções.

A partida contra a Argentina foi a mais complicada do torneio — na quinta, o Brasil teve set longo contra a Colômbia, que foi a 36 e 34 mas venceu por 3 a 0, com os outros sets mais elásticos (25 a 19 e 25 a18).

O jogo começou com boas defesas de ambos os lados. A partida no primeiro set foi equilibrada. A Argentina chegou a ter 7 a 10 no placar e 9 a 13, também em função de erros da seleção brasileira.

O início mais nervoso passou e com atenção no saque, o Brasil buscou o empate em 16 a 16 e a virada. Ana Cristina permaneceu no saque durante quatro rodadas e o Brasil chegou a 18 a 17. O final da parcial foi parelho, com erros de contra ataque e de saque do Brasil (20 a 22). Sorte que a Argentina também errou e o set terminou em 26 a 24, no segundo set point a favor do Brasil. No total, o Brasil deu 9 pontos em erros para a Argentina, contra 7 da rival.

No segundo set, a Argentina chegou a ter 6 a 8. O Brasil voltou a cometer erros, mas chegou no placar e com um ace de Gabi abriu 14 a 8. Luzia apareceu no bloqueio, fez pontos seguidos, depois de alguns lances de erros no jogo. Com 22 a 19 e um erro de ataque da central, Zé Roberto pediu tempo. E daí em diante, foi rápido: Tainara fez um belo set e com um bloqueio seu, o Brasil foi para o ser point. Gabi encerrou com ace: 25 a 19 já na primeira chance.

A última parcial teve até defesa da Gabi com os pés, para delírio de quem foi ao ginásio. Até o 7 a 7, o jogo foi lá e cá. Depois o Brasil comandou o placar, chegando a abrir 17 a 12. Julia Bergmann, que havia entrado no set anterior, fez boa partida. Esta parcial terminou 25 a 16, com ataque de Tainara.

Gabi: raça em quadra; capitã do Brasil foi a maior pontuadora da seleção contra a Argentina — Foto: Wallace Teixeira/FV Imagem/CBV
Gabi: raça em quadra; capitã do Brasil foi a maior pontuadora da seleção contra a Argentina — Foto: Wallace Teixeira/FV Imagem/CBV

Ao final da partida, a jovem Luzia somou 9 pontos, sendo 5 de bloqueio. Pelo lado da Argentina, Bianca Cugno foi a maior pontuadora, com 16 pontos.

— O saldo para mim é muito positivo. Espero levar todo este aprendizado ao clube e que eu possa trabalhar lá no Minas pensando aqui na seleção também. Amanhã já me apresento ao clube — disse Luzia, que ganhou espaço na seleção após contusão de Kudiess.

Agora será a vez da seleção brasileira masculina de vôlei de buscar a vaga para Los Angeles. O Brasil estreia nesta terça-feira contra o Chile, às 20 horas (de Brasília).

Além do Brasil e do Chile, estão na competição as seleções da Argentina, Bolívia, Colômbia e Venezuela.

Assim como na versão feminina, seis países disputam o Sul-Americano masculino e terão cinco partidas cada. O campeão será o que mais somar pontos e também se garante em Los Angeles-2028.

Brasil e Argentina são os favoritos.

BS20260913163343.1 – https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/09/13/selecao-brasileira-feminina-de-volei-garante-vaga-para-a-olimpiada-de-los-angeles-2028-ao-vencer-sul-americano.ghtml

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