BRASÍLIA

Sesc-DF avança com plano de expansão para ampliar acesso a serviços e bem-estar social

7 de agosto, 2026 | Por: Sesc-DF

O plano de expansão alcança as regiões administrativas de Planaltina, Núcleo Bandeirante, Asa Norte e SIA

Com um aporte superior a R$ 706 milhões em aquisições de imóveis, terrenos, obras e projetos arquitetônicos, o Sesc-DF executa a maior ofensiva de infraestrutura de sua história recente. A estratégia prevê a abertura de quatro novas unidades projetadas para descentralizar a qualidade de vida e levar inovação e tecnologia a diferentes regiões do Distrito Federal.

O plano de expansão alcança as regiões administrativas de Planaltina, Núcleo Bandeirante, Asa Norte e SIA. As novas instalações incorporam conceitos estruturais e práticos que dialogam com sustentabilidade, tecnologia e trabalho, combate às desigualdades sociais e democratização do acesso e da produção da cultura e da arte. 

O projeto conflui com os 80 anos da instituição em nível nacional, e conecta o legado histórico de justiça social do Sesc-DF às demandas da atualidade. “Celebrar 80 anos em 2026 não significa olhar para trás, mas usar a força da nossa história como plataforma para o futuro. Nosso planejamento estratégico até 2030 equilibra a credibilidade histórica do Sesc com as transformações urgentes do Distrito Federal. Estamos digitalizando processos, tornando nossas estruturas energeticamente sustentáveis e levando serviços de ponta em saúde, educação e cultura para onde as pessoas realmente estão”, afirma o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo.

Segundo ele, para além da expansão das unidades, o Sesc-DF fundamenta seu plano de crescimento em outros quatro pilares de gestão: digitalização dos serviços, modernização de infraestrutura, sustentabilidade financeira e gestão de pessoas. A integração desses pilares pavimenta um crescimento robusto e duradouro da instituição, garantindo desburocratização do acesso a serviços, espaços sustentáveis, acessíveis e eficientes, além do atendimento humanizado imprescindível para o impacto social concreto à população.

Planaltina e Núcleo Bandeirantes

A expansão de unidades do Sesc para as regiões administrativas de Planaltina e Núcleo Bandeirantes compactuam com a descentralização do bem-estar social.

A 40 quilômetros do Plano Piloto, Planaltina é uma cidade histórica que, embora tenha Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) positivo, enfrenta barreiras como, por exemplo, o acesso a serviços de saúde e a eventos culturais de grande porte.

Projeto da unidade de Planaltina/ Fotos: Divulgação/Sesc-DF

Com investimento superior a R$ 468 milhões entre valor de aquisição, obras e projetos arquitetônicos, a nova unidade do Sesc será um Centro de Atividades, com serviços de saúde, esporte, lazer e cultura, educação, turismo e alimentação. 

“Meus pais são idosos e precisam dessa ‘vida’ que o Sesc traz, seja com a prática de esportes, com os serviços de saúde ou mesmo sendo um espaço de convivência. Acho que eles nunca foram ao teatro, por exemplo, pois moram longe do Plano (Piloto). Agora, pela primeira vez, terão essa oportunidade maravilhosa, que pode transformar vidas. Estamos ansiosos para a inauguração”, afirma a artista plástica Eveline Cordeiro, que passou a infância e a adolescência em Planaltina. 

Já a unidade do Núcleo Bandeirantes terá uma versão estrutural mais enxuta, conhecida como pocket, mas com a oferta de serviços essenciais, como saúde e esporte. 

A região administrativa também tem um IDH positivo, mas a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílio – PDAD 2024 traz dados que impactam negativamente a população local, como descarte inadequado de entulho, esgotos a céu aberto e alagamentos.

“Quando equipamentos como o Sesc são construídos em uma cidade, o poder público é impulsionado a promover melhorias estruturais como pavimentação, iluminação, descarte organizado de lixo. Toda a população sai ganhando”, afirma a arquiteta e urbanista Mariana Monteiro.

Projeto da unidade do Núcleo Bandeirantes

Sesc Cultural

Previsto para ser inaugurado em 2028, o Sesc Cultural é a nova unidade do Sesc-DF voltada exclusivamente à arte e à cultura. Inspirado no pensamento de Lina Bo Bardi, para quem qualquer espaço deve ser democrático, acessível e funcional, o projeto estrutural é assinado por Marcelo Ferraz, discípulo da arquiteta que concebeu o Masp e o Sesc Pompéia.

Com mais de 10 mil m² de área construída, o complexo vem sendo erguido em um prédio de 1970 construído pelo arquiteto João Filgueiras, o Lelé. Localizado na 511 da Asa Norte, no Plano Piloto, a unidade receberá um anexo em formato de cubo em concreto aparente pigmentado de rosa e com eixo girado em 45º em relação ao traçado de ruas perpendiculares de Brasília.

O Sesc Cultural terá em sua estrutura jardim de esculturas, teatro, salas de oficinas, sala de leitura e pesquisa em arte, espaço para jogos e brincadeiras, laboratório criativo de arte e tecnologia, galeria de artes, um andar inteiro voltado à primeira infância, além de restaurante e espaço de convivência.

Com a clareza de que arte e cultura são territórios vivos, o Sesc Cultural se projeta como um espaço democrático e plural. Ao abrir espaço para as mais diversas linguagens artísticas e fomentar a produção dessas artes, a unidade contribui para a formação de uma sociedade mais preparada para lidar com a complexidade do mundo contemporâneo. 

Projeto do Sesc Cultural

Além disso, o Sesc Cultural tem potencial para criar um corredor cultural e econômico inédito na Asa Norte, o que incentiva cadeias produtivas e impulsiona o enfrentamento às desigualdades.

Centro de Produção de Alimentos

O projeto de expansão do Sesc-DF contempla também a implantação da Central de Produção de Alimentos (CPA), estrutura voltada ao abastecimento unificado de restaurantes, lanchonetes, eventos e projetos socioassistenciais da instituição. Com previsão de operação para 2027, a iniciativa integra o plano de modernização do setor gastronômico, visando ampliar a capacidade de atendimento, otimizar recursos e assegurar rigor no controle de qualidade.

A unidade concentrará a fabricação de itens de panificação, sobremesas, kits-lanche, preparações para coffee breaks e refeições transportadas. Essa centralização operacional trará ganhos diretos de escala, permitindo racionalizar contratos de compras, controlar estoques com maior precisão e otimizar o uso de equipamentos e equipes de trabalho.

Previsão é que funcionamento do Centro de Produção de Alimentos
do Sesc-DF seja em 2027

A padronização das refeições é outro pilar do projeto. A concentração dos processos garantirá a uniformização de cardápios, fichas técnicas, porções e critérios de apresentação, além de reforçar o controle sanitário e logístico em todas as etapas — do recebimento de insumos à distribuição final.

Na dimensão ambiental, a CPA alinha eficiência operacional à sustentabilidade. Adoção de tecnologias modernas, planejamento fabril preciso e aproveitamento integral dos alimentos reduzirão substancialmente o desperdício de insumos e a geração de resíduos no Distrito Federal.

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