
Rombo do setor público atinge R$ 63,9 bilhões no mês de maio, informa BC
Valor inclui União, estados, municípios e empresas estatais

Dívida está em 81,1% do PIB, o maior patamar em cinco anos, desde maio de 2021

O setor público consolidado registrou um déficit primário (quando se desconta o pagamento dos juros da dívida) de R$ 56,1 bilhões em maio deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira. Segundo os dados, neste mês a dívida pública avançou 0,9 pontos percentuais, para maior nível desde maio de 2021, na pandemia.
O resultado representa um crescimento de 66,4% em relação ao déficit de R$ 33,1 bilhões registrado em maio do ano passado.
Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).
O superávit acontece quando as receitas do governo com tributos e impostos são maiores que suas despesas. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.
O resultado refletiu os déficit de R$ 55,2 bilhões do governo federal, e R$ 1,2 bilhão dos regionais, e um superávit de R$ 0,3 bilhões das empresas estatais.
Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$ 149 bilhões, o que representa 1,14% do PIB.
Ao se considerar o critério nominal, que engloba as despesas com juros da dívida pública, houve déficit de R$ 163,7 bilhões em maio. No acumulado de doze meses, houve déficit nominal de R$1.260 bilhões (9,62% do PIB).
Com resultados negativos, a dívida pública vem aumentando, segundo os dados publicados pelo BC. Em maio, a dívida bruta do Brasil subiu 0,9 pontos percentuais e chegou a R$ 10,62 trilhões, o que equivale a 81,1% do PIB.
Este é o maior patamar para dívida pública desde maio de 2021, na pandemia, quando somava 81,4% do PIB. Ou seja, é o maior endividamento em cinco anos.
Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas públicas. O pagamento da dívida está entre as maiores despesas obrigatórias do governo federal, e sua expansão reduz o espaço para gastos discricionários, os não obrigatórios, como recursos para investimento e custeio. Hoje, essas despesas de livre gasto representam menos de 10% do orçamento federal.
A expansão do passivo segue uma tendência observada também no ano passado. Em 2025, a dívida pública federal cresceu 18%, a maior alta desde 2015, superando o endividamento adquirido em 2020 (alta de 17,9%), na pandemia.
BS20260630123604.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/30/setor-publico-tem-deficit-de-r-561-bi-em-maio-e-divida-avanca-para-maior-nivel-desde-a-pandemia.ghtml

Valor inclui União, estados, municípios e empresas estatais

Com o anúncio previsto para a agricultura familiar ainda nesta terça-feira, o volume total de recursos do Plano Safra 2026/27 pode ficar entre R$ 608 bilhões e R$ 610 bilhões

Prazo para solicitar o recebimento dos créditos em dinheiro termina nesta terça-feira (30)

Ministro afirma que não há justificativa para a proposta permanecer parada na Casa
