Três pré-candidatos à Presidência já têm vice; saiba quem são
3 de julho, 2026
| Por: Agência O Globo
Lula (PT), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) já escolheram nomes que irã compor as chapas
Aroldo Medina, Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin: os vices de Renan Santos, Caiado e Lula — Foto: Reprodução
O pré-candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, anunciou na quarta-feira o militar Aroldo Medina, do mesmo partido, como vice em sua chapa. O comunicado foi feito durante encontro partidário em Caxias do Sul (RS). Esse foi o terceiro presidenciável a definir o vice. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá novamente Geraldo Alckmin no posto e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) anunciou o presidente de seu partido, Gilberto Kassab.
— Eu gostaria muito que o senhor fosse o meu vice-presidente, de verdade — disse Renan Santos ao fazer o convite.
Nas redes sociais, Medina se intitula “policial militar, jornalista e editor de jornais, livros e revistas na área militar, desde 1987, e pré-candidato a vice-presidente”.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada em 20 de junho, Santos aparece com 3% das intenções de voto, empatado com Caiado. Lula lidera com 41%, seguido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 31%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
“Compreendo seu coração de nobreza robusta ao ungir-me seu cavaleiro, na batalha que está por vir, para combater o bom combate, fielmente ao seu lado”, afirmou o pré-candidato a vice, em post nas redes sociais.
Medina é tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista. Ele já disputou eleições para prefeito de Canoas, governador do Rio Grande do Sul, deputado estadual e vereador em Porto Alegre. Nas eleições de 2014, 2018 e 2024 ficou como suplente.
Em maio, o Missão havia anunciado Medina como pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, com foco em temas como segurança pública, combate à corrupção e enfrentamento ao crime organizado.
Renan Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e aposta no desgaste de Flávio Bolsonaro durante a campanha. Sem tempo de propaganda gratuita em rádio e TV, a estratégia do presidenciável do Missão é investir em conteúdo nas redes e participar de debates e sabatinas para se tornar conhecido.
Ele se inspira em dois símbolos da ultradireita: os presidentes da Argentina, Javier Milei, e de El Salvador, Nayib Bukele. Do primeiro, admira o discurso de austeridade. Do segundo, que enfrenta denúncias de violação dos direitos humanos, com prisões arbitrárias e sem autorização judicial, destaca o combate a facções criminosas.
Outras costuras
Nesta semana, Caiado também definiu seu vice. Em evento esvaziado do PSD, o pré-candidato ao Palácio do Planalto anunciou o nome de Kassab. A definição da chapa puro-sangue encerrou semanas de negociações dentro do partido. Foi avaliada uma aliança com a federação União Brasil-PP, mas as siglas descartaram um acordo com Caiado desde o início. Apesar disso, uma parte da federação, como o pré-candidato a governador da Bahia ACM Neto (União), acena como um apoio a Caiado.
A aposta inicial do PSD era ampliar o tempo de TV, atraindo outros partidos para a chapa. Além da dificuldade de fazer alianças, pesou o fato de o ex-governador de Goiás ter ingressado no partido recentemente, o que levou dirigentes históricos a defenderem que o vice fosse um nome identificado com a história da sigla.
Já Lula bateu o martelo sobre Alckmin no final de março. O petista e aliados próximos vinham manifestando interesse em atrair o MDB para a vice, com o atual vice entrando na disputa pelo Senado em São Paulo. Mas resistências tanto no PSB quanto do próprio Alckmin minaram a possibilidade.