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Projeto afirma que data comemorativa tem o intuito de ‘rememorar princípios caros como a família, a religião, a ordem, a liberdade’
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou na última quarta-feira, em segundo turno, o projeto de lei 1265/2022, que institui o “Dia Municipal do Conservadorismo”, a ser comemorado em 10 de março. De autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PL), a proposta inclui a celebração no calendário municipal, mas ainda precisa ser sancionada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).
Os vereadores deram aval ao texto de forma simbólica, ou seja, sem votação nominal. Três parlamentares do PSOL, contudo, se posicionaram contra a proposta. São elas Luciana Boiteux, Monica Cunha e Monica Benicio.
Este é o quarto projeto de autoria do vereador aprovado este ano. Além de Carlos, também assinam o texto Zico (PSD), Felipe Michel (PP), Alexandre Isquierdo (União) e Rogerio Amorim (União).
Na justificativa, o grupo de vereadores afirma que a proposta é uma contraposição ao globalismo e uma forma de celebrar “princípios” do conservadorismo, tais como a família.
“As ideias do conservadorismo são baseadas em conceitos tradicionais enraizados em uma sociedade, sendo muitas vezes influenciadas por princípios cristãos. A data tem como objetivo rememorar princípios caros ao conservadorismo, como a família, a religião, a ordem, a liberdade”, diz trecho do projeto.
O Dia Municipal do Conservadorismo também é proposta em outras casas legislativas. Em 2022, um projeto irmão foi aprovado em Recife, capital de Pernambuco. Em Curitiba, no Paraná, ainda está em tramitação.

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