
E se a internet falhar? Entenda estrutura que garantiu segurança de cirurgia com médico a 3 mil km de distância em GO
Procedimento inédito entre Brasil e Chile foi realizado nesta terça-feira (25), com médico em Santiago e paciente em Goiânia
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo de tabaco e seus derivados mata cerca de 8 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo

A prática de atividade física e o tabagismo produzem efeitos opostos no organismo: enquanto a primeira fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, a segunda compromete essas funções, reduz o desempenho físico e eleva o risco de doenças crônicas. Pensando nesses dois lados opostos, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) lançou a campanha “Atividade Física e Saúde: Treinar não Combina com Fumar”, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado, 29.
A campanha busca alertar que a prática de atividade física não compensa os danos causados pelo uso de cigarro e de outros produtos de tabaco e nicotina.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo de tabaco e seus derivados mata cerca de 8 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo. Destes, 1,3 milhão perde a vida em decorrência do fumo passivo: as pessoas expostas correm o risco de morrer de doenças cardíacas, derrames, doenças respiratórias, diabetes tipo 2 e câncer.
No Brasil, cerca de 20,4 milhões de pessoas (12,8% da população) são afetadas pelo tabaco e seus derivados. Já estudantes menores de idade, entre 13 e 17 anos, 18,5% experimentaram cigarro pelo menos uma vez na vida. Segundo o Inca, 477 pessoas morrem diariamente, de maneira precoce, no país, por problemas provocados pelo tabagismo. E muitas delas acreditam que a prática de exercícios físicos reduz os problemas causados pelo tabagismo, mas estão erradas.
A nicotina contrai os vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo de sangue para os músculos e órgãos; reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio, inflama as vias aéreas e, além disso, o esforço físico é maior para realizar atividades que exigiriam menos energia de uma pessoa não fumante.
“Todos os ganhos serão perdidos por conta dos prejuízos que esses produtos [derivados do tabaco] trazem”, explicou a psicóloga e especialista no tratamento do tabagismo da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco do INCA, Vera Borges.
Por outro lado, a atividade física desempenha um papel fundamental tanto na prevenção do tabagismo quanto no apoio à sua cessação, já que exercícios físicos são amplamente reconhecidos como fatores de proteção e controle para diversas doenças, em especial as crônicas não transmissíveis.
Eles promovem a liberação de substâncias envolvidas com sensação de prazer e bem-estar, reduzindo sintomas comuns da abstinência; aumenta a autoestima e confiança necessárias para abandonar o tabagismo — isso até mesmo nos curtos períodos de atividades aeróbicas, como caminhada, dança, corrida ou natação.
A campanha também alerta para a experimentação por meio dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) e de outros derivados do tabaco pelo público mais jovem, levado a acreditar que são produtos menos danosos sem prejuízos ao seu condicionamento físico e saúde global. Por isso mesmo, a iniciativa tem como objetivo prevenir a iniciação, proteger ambientes livres dos produtos do tabaco e a cessação do tabagismo.
“Infelizmente, a gente hoje está se deparando com novas situações ameaçadoras a todas as conquistas [contra o tabagismo] obtidas ao longo do tempo”, afirmou o diretor-geral do INCA, Gilberto Gil.
O tratamento para parar de fumar é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de saúde (SUS). O paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e marcar uma consulta. A equipe médica então vai avaliar o caso e pode encaminhar o paciente para tratamento — que pode ser individual ou em grupo. Dependendo do caso, também pode ser oferecido medicamentos para ajudar no controle da abstinência e demais sintomas, como adesivos de nicotina e bupropiona.
O atendimento faz parte do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), coordenado pelo Ministério da Saúde e pelo Inca.
BS20260828145500.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/08/28/exercicio-fisico-nao-elimina-danos-do-cigarro-para-quem-continua-fumando-alerta-instituto-nacional-do-cancer.ghtml

Procedimento inédito entre Brasil e Chile foi realizado nesta terça-feira (25), com médico em Santiago e paciente em Goiânia

Operação foi realizada com robô comandado remotamente e exigiu estrutura de conexão de alta precisão

Pesquisa mostrou que confirmação leva em média de três anos

Medida busca ampliar monitoramento e confiabilidade de ensaios