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Medida é considerada importante para a campanha de reeleição do petista

O governo conseguiu emplacar aliados na relatoria da medida provisória (MP) sobre o fim da “taxa das blusinhas” e na presidência da comissão que vai analisar o tema. A manutenção do fim da cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 é uma das bandeiras eleitorais que o presidente Lula pretende usar na campanha à reeleição. A tendência é que o texto seja votado segunda-feira no colegiado.
Por acordo entre os parlamentares, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) foi eleito presidente da comissão. O petista definiu a senadora Leila Barros (PDT-DF) como relatora do colegiado.
Inicialmente, a sessão de hoje estava prevista apenas para a semana que vem, mas foi antecipada. A data da votação na comissão também foi antecipada e deixa de ser na terça-feira para acontecer na segunda.
A escolha dos principais postos da comissão aconteceu após uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O presidente e a relatora são aliados do presidente Lula.
A proposta é considerada um ativo eleitoral pelo petista, que é candidato à reeleição. O colegiado já havia sido instalado no início de agosto, mas sem a definição dos principais postos.
A MP estava travada e corria o risco de perder a validade sem ser votada devido à falta de acordo.
Após reunião entre Lula, Alcolumbre e Motta , foi fechado um entendimento para ela ser votada antes da data limite, prevista para o dia 8 de setembro.
Reginaldo Lopes, presidente da comissão, disse que a ideia é que a comissão mista vote o texto na segunda-feira.
Nas últimas semanas, Lula se reconciliou com o presidente do Senado. Os dois estavam afastados desde a rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
A MP acaba com a cobrança de 20% para produtos importados de até US$ 50. O termo “taxa das blusinhas”, que a MP quer dar fim, é utilizado para se referir ao programa Remessa Conforme, criado para viabilizar a cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
Antes, na prática, a taxa estava zerada. Para compras acima de US$ 50, segue valendo o imposto de 60%.
A retomada do debate ocorre em um contexto de pressão sobre o custo de vida e de tentativa do Palácio do Planalto de melhorar a percepção de renda da população.
O debate ganha tração em um contexto no qual o governo também trabalha em medidas para reduzir o custo de crédito e o comprometimento de renda da população com dívidas.
O principal receio para redução da taxa das blusinhas era a reação do varejo doméstico, que passou a defender a tributação como forma de equilibrar a concorrência com plataformas estrangeiras.

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