Presidente do PL, Valdemar diz que PF ‘exagerou muito’ nas operações contra Ciro Nogueira e Jaques Wagner
9 de julho, 2026
| Por: Agência O Globo
Ambos os senadores foram alvos da Compliance Zero por suspeita de envolvimento nas fraudes relacionadas ao Banco Master
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Ciro Nogueira — Foto: Divulgação
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que houve “muito exagero” da Polícia Federal (PF) com as operações contra os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA). Ambos foram alvos da Compliance Zero, investigação que apura as fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A primeira fase da operação, em novembro do ano passado, culminou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
— Exageraram muito na história do Ciro. O Ciro é presidente de um grande partido. Eles podiam ter ouvido o Ciro sem fazer um carnaval. Quer saber outra coisa? No próprio Jaques Wagner. Ele é líder do governo. É um senador. Podiam ter chamado ele para depor — afirmou Valdemar, nesta quarta-feira, em entrevista coletiva após um encontro com frentes parlamentares.
O líder do PL afirmou, ainda, que Ciro não teria gostado da maneira como o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, se posicionou sobre as acusações contra ele. O parlamentar piauiense é presidente do PP, uma das siglas que Valdemar tentar atrair para apoiar oficialmente a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
— Todo esse pessoal vem com a gente. Eu não tenho dúvida disso. PP, União Brasil. Republicanos tem uma reunião hoje (8) à tarde, tem outra reunião hoje à tarde com Podemos. Esse pessoal vem todo com a gente — disse Valdemar, em relação à aliança com o Centrão.
Ciro foi alvo da PF em maio deste ano. Segundo as investigações, ele teria atuado em favor de Vorcaro em troca do recebimento de vantagens indevidas — como mesada de R$ 300 mil, hospedagens no exterior e contas em restaurantes luxo.
No mês passado, foi a vez do petista ser um dos alvos. A investigação aponta a suspeita de que Jaques Wagner teria recebido um apartamento de luxo em Salvador como forma de propina. O nome do senador já havia surgido no contexto do caso Master depois de ter sido revelado que a nora dele recebeu pelo menos R$ 11 milhões do banco.
No PL, a pré-candidatura de Flávio passou por um desgaste após a revelação da ligação dele com Vorcaro. Mensagens reveladas pelo site Intercept Brasil mostraram o senador cobrando dinheiro do banqueiro. A verba, segundo ele, seria destinada como patrocínio ao filme ‘Dark Horse’, em homenagem a Bolsonaro.