STF realiza primeira sessão após suspensão do julgamento de Moraes
16 de setembro, 2026
| Por: Agência O Globo
Presidente da Corte, Edson Fachin, chamou para julgamento uma ação sobre o alcance da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para empresas do setor imobiliário.
Sessão do STF sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. — Foto: Luiz Silveira/STF
Os ministros do Supremo Tribunal Federal se reúnem na tarde desta quarta-feira para a primeira sessão plenária após o início do julgamento sobre as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. O presidente da Corte, Edson Fachin, chamou para julgamento uma ação sobre o alcance da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para empresas do setor imobiliário.
A sessão foi aberta por volta das 14h50, sem a presença de Moraes e do ministro Gilmar Mendes. Dino participa por videoconferência. O decano chegou ao plenário logo após o início da sessão. Moraes entrou por volta das 15h15. Moraes cumprimentou Dias Toffoli e ignorou André Mendonça.
Inicialmente, havia uma expectativa de que a sessão pudesse ser esvaziada, com a ausência de ministros em número suficiente para a realização dos julgamentos previstos. No entanto, todos os ministros decidiram participar da sessão
O julgamento sobre o ITBI era o último item da pauta desta quarta-feira. O primeiro versava sobre as as regras de licença-maternidade e paternidade. O caso é de relatoria de Moraes.
As discussões desta tarde ocorrem na esteira de uma sessão marcada por debates e ofensas entre magistrados, divergências de natureza técnica e procedimental. A discussão, no entanto, foi suspensa por um pedido de vista do Flávio Dino, deixando em aberto o desfecho do caso.
Dividido, o plenário dedicou-se ontem apenas a discutir uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e nem sequer chegou a adentrar o mérito das 52 mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro enviadas a Moraes às vésperas da prisão do dono do Banco Master, no ano passado.
Nos últimos dias, o presidente da Corte, Edson Fachin, tomou iniciativas em várias frentes para desarmar uma obstrução de aliados de Moraes, por meio de uma “guerra de ofícios”, e viabilizar a sessão. Logo no início da reunião, pediu “serenidade” e “equilíbrio” aos colegas, com o objetivo de preservar a credibilidade do Judiciário.
O que se constatou logo depois, porém, foi a disposição de parte deles em buscar o enfrentamento político, com acusações até mesmo sobre interesses eleitorais. Diante do ambiente conflagrado, não houve uma abordagem direta sobre a suspeita de que Moraes possa ter atuado como um consultor de Vorcaro às vésperas de sua prisão, como indicam mensagens registradas em relatório da Polícia Federal (PF).