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Presidente participa da primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna a despachar no Palácio do Planalto dez dias após vencer as eleições, em 25 de outubro e se encontra hoje com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Lula também participa nesta quinta-feira da primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). O encontro marca o início dos trabalhos do colegiado criado para coordenar a política do governo para o setor.
O governo considera o grupo estratégico para a ações que envolvam transição energética e desenvolvimento tecnológico. Entre as prioridades estão a definição da lista de minerais que receberão tratamento especial, a elaboração das diretrizes do plano nacional para o segmento e a identificação das cadeias produtivas que terão atenção prioritária. O conselho é vinculado diretamente à Presidência da República.
A reunião ocorre em meio à defesa do governo de que o Brasil precisa deixar de ocupar uma posição concentrada na extração e exportação de matérias-primas e avançar para as etapas de beneficiamento, processamento e industrialização desses recursos. Lula vem defendendo que a exploração das reservas brasileiras deve gerar empregos, tecnologia e maior valor agregado dentro do país e não abastecer exclusivamente as cadeias industriais de outras economias.
O governo Lula também sustenta que o país precisa preservar o controle sobre suas riquezas naturais e definir as condições para a participação de investidores estrangeiros, por isso há uma preocupação geopolítica em torno do tema diante de uma disputa internacional pelo acesso a minerais utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa
Na última terça-feira, o ministro de Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou que a regulamentação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos é prioridade absoluta do governo durante um seminário na Câmara dos Deputados. O ministro argumentou que a simples atividade de extração não é suficiente para garantir benefícios econômicos e citou o peso geopolítico do tema:
— Se você pegar terras raras, interessa, por exemplo, os Estados Unidos, China, Japão, a toda a União Europeia; se você falar em grafita, Coreia do Sul se soma a esse grupo; se você for no lítio, você vai encontrar também China, União Europeia, Coreia do Sul, todos reivindicando — citou — O mundo inteiro realiza triagem de investimentos. O Brasil é que não faz. E nós precisamos fazer. É óbvio que, ao fazê-lo, nós não vamos afugentar investimentos. É justamente para ser porta de entrada, não barreira — disse.
BS20261105124015.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/lula-volta-ao-planalto-10-dias-depois-da-eleicao-tem-encontro-com-ministro-da-fazenda-e-faz-reuniao-sobre-minerais-criticos.ghtml

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