
Dino diz que ação de Fachin no caso Master foi irregular e pede a decano Gilmar que adie julgamento de Moraes para dia 23
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Ministro foi relator do caso Master antes do processo chegar às mãos de André Mendonça.

Após o ministro Kassio Nunes Marques delcarar-se impedido para participar do julgamento desta terça-feira, Dias Toffoli fez o mesmo e também afirmou não se sentir confortável para deliberação sobre o caso envolvendo o colega Alexandre de Moraes.
Toffoli foi relator do caso Master antes do processo chegar às mãos de André Mendonça.
— (Não participarei) não por me sentir não por me sentir impedido, mas por suspeição, por foro íntimo, para preservação da Corte no ponto de vista de eventuais especulações. Eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento, mas não me retirarei, já que tenho o direito de acompanhar a sessão e ficar aqui acompanhando a sessão. E também, se necessário fazer uso da palavra, eu farei.
Ao longo de sua fala, o ministro falou sobre a ocasião em que se afastou da relatoria e passou a não participar de decisões relacionadas ao Master.
Em fevereiro, Toffoli saiu do caso após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin com os colegas da Corte sobre outro relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Vorcaro em que o ministro era citado.
Após a reunião, os magistrados divulgaram nota sobre o desfecho. “A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS (ação de suspeição) e para remessa dos autos ao novo Relator'”.
À época, Toffoli admitiu em nota que era sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro, dono do Banco Master.
Toffoli disse que declarou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e afirmou que nunca “recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.
A empresa de Toffoli integrou a administração do resort até fevereiro de 2025. O ministro era o relator, na Corte, da investigação sobre as supostas fraudes na tentativa de compra do Master pelo BRB.
Antes, Nunes Marques se declarou impedido após a revelação de diálogos que citam pagamentos de Vorcaro ao seu filho, o advogado Kevin Marques.
— Em que pese, e os debates vão fluir, que esse julgamento eventualmente pode também impactar no cenário político eleitoral. Então, na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento — disse Nunes Marques.
Ele afirmou que nunca julgou processos do Banco Master.
— É bom que registre que, em relação ao caso, eu nunca troquei nenhuma mensagem, não há registro de nenhuma mensagem minha com Daniel Vorcaro — disse Nunes Marques. — E a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi. Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, do seu pai e de outras pessoas envolvidas.
Um diálogo encontrado no celular de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, trata de pagamentos ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques. Na conversa, o ex-diretor jurídico do banco Luiz Rennó responde uma mensagem de Vorcaro com dados de Kevin e cita o valor de R$ 500 mil por mês. Por meio de sua assessoria, o advogado negou ter recebido recursos do banco e que prestou serviços jurídicos a uma consultoria jurídica mencionada na conversa.
Em uma mensagem de agosto de 2025, enviada pelo então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó Netto, cita que está faltando um pagamento à “consult”. “Dos pagamentos está faltando a consult. Aqui”, diz Rennó, respondendo a uma mensagem de Vorcaro com o nome e contato de Kevin Marques, em agosto de 2025. “Esse aí. Único ‘meu’ que faltou”, acrescentou ele.
Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo publicada em março deste ano mostrou que a Consult Inteligência Tributária, uma empresa de consultoria, fez pagamentos de R$ 281,6 mil a Kevin.
Em nota, a assessoria do advogado afirmou que ele nunca prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro, mas recebeu R$ 281,6 mil da Consult, “empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa”. “A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”, diz o texto.
Um mês ante mensagem em que avisa Vorcaro sobre o pagamento que “faltou”, em julho de 2025, Rennó perguntou banqueiro se deveria manter o repasse de “500 mil mês” ao advogado. Vorcaro respondeu com “kkkk”.
BS20260915143948.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/09/15/toffoli-se-declara-impedido-apos-nunes-marques-fazer-o-mesmo-questao-de-for-intimo.ghtml

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